27 elementos do ‘grupo de Chelas’ respondem ainda por raptos, agressões e tráfico.
Vinte e sete elementos do violento gang conhecido como ‘grupo de Chelas’ – que dominava o comércio e a noite de Lisboa através de uma cultura do terror, com comerciantes, donos de bares e de discotecas da capital ameaçados e espancados pela rede, que impunha serviços de segurança de forma a extorquir e a usar os espaços das vítimas para cometer crimes violentos – vão sentar-se em breve no banco dos réus. Seis, incluindo o chefe, estão em prisão preventiva.
Extorsão, rapto, roubo qualificado, ofensas à integridade física e tráfico de droga são alguns dos crimes pelos quais os 27 acusados vão responder em tribunal depois de uma longa investigação da PSP de Lisboa, em articulação com o DIAP. O grupo foi desmantelado numa megaoperação no final de janeiro do ano passado, em que também o cabecilha desta rede – com ligações ao crime organizado no Brasil e na Guiné – foi apanhado.
O ‘grupo de Chelas’ atuava a mando do cabecilha e subdividia-se em pequenos grupos operacionais. Segundo uma nota publicada ontem na Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o gang violento "utilizava armas de fogo, exigia avenças semanais ou mensais a determinadas pessoas como forma de pagamento de serviços de ‘segurança’", uma forma de dominarem os estabelecimentos que lhes interessavam, onde cometiam crimes como tráfico de droga e cobranças difíceis.
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