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Correio da Manhã

Portugal
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Assassina marido e vive escondida

A 5 de Fevereiro do ano passado, Emília Sousa, de 40 anos, e os filhos viveram momentos de desespero, em Vila Boa do Bispo, Marco de Canaveses. Para se defender, a mulher acabou por matar o marido com a ajuda dos menores, de 14 e 15 anos. Mais de um ano depois, Emília tenta refazer a vida e esquecer o passado. Não voltou a casa e vive escondida numa outra localidade. Poucos conhecem a sua nova morada.
16 de Abril de 2012 às 01:00
Emília Sousa (ao centro), de 40 anos, aguarda em liberdade julgamento por homicídio
Emília Sousa (ao centro), de 40 anos, aguarda em liberdade julgamento por homicídio FOTO: Alexandre Panda

"Ela só quer recomeçar de novo, dar uma boa vida aos filhos. Só eu e mais algumas pessoas chegadas é que sabemos onde ela mora", contou ao CM a irmã, Leonor Sousa.

Emília, em liberdade a aguardar julgamento, trabalha horas a fio todos os dias para que nada falte aos filhos. Vive com o peso de ter assassinado o homem com quem casou, mas tenta mentalizar-se de que não teve culpa. Foi o atingir do limite de um casamento de 14 anos, repleto de episódios de sofrimento e agressões físicas e psicológicas. Tem medo de ser condenada a prisão, mas apenas porque não quer deixar os filhos sozinhos.

"A minha irmã sempre disse que foi tudo muito rápido. A intenção não era matar. Mas, na altura, se não fosse ele, era ela a morrer", referiu Leonor.

Aos familiares, Emília contou o que se passou. Recordou que os filhos estavam já a dormir quando António Conceição chegou a casa e, enervado por a mulher ter feito um risco no carro, agarrou--a e arrastou-a para fora de casa. Com uma corda tentou estrangulá-la . Os filhos vieram em auxílio da mãe e o agressor acabou por morrer estrangulado com o fio que usara contra a mulher.

FOI RECRIMINADA POR AMIGOS E VIZINHOS

Após o crime, Emília apenas voltou à freguesia de Vila Boa do Bispo para buscar os seus pertences. Abandonou a casa onde vivia até então, devido às recriminações dos amigos e vizinhos que ainda hoje continuam a culpar a mulher.

" Ele, às vezes, bebia um bocado mas era bom homem e não merecia o que ela lhe fez. Saiu bem do café naquela noite, não tinha mostrado atitudes agressivas", disse a proprietária de um café onde António tinha estado na noite do crime.

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