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Correio da Manhã

Portugal
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Assassinado à facada em ajuste de contas

A Polícia Judiciária já identificou o cadáver que foi encontrado incendiado junto à berma de uma estrada no Montijo, anteontem de manhã, e pela autópsia não restam dúvidas de que foi vítima de homicídio – com um golpe de faca profundo na garganta.
7 de Janeiro de 2011 às 00:30
Corpo da vítima foi atirado para a berma da estrada, regado com combustível e incendiado
Corpo da vítima foi atirado para a berma da estrada, regado com combustível e incendiado FOTO: Manuel Salvado

Trata--se de um homem na casa dos 30 anos, já referenciado pela polícia, e terá sido degolado num ajuste de contas em guerra de gangs.

Inicialmente havia a hipótese de suicídio, em que a vítima se tivesse imolado depois de regar o próprio corpo com combustível. A autópsia ao cadáver não deixa dúvidas de que o homem foi cirurgicamente degolado, com o corte a danificar a artéria jugular, deixando a vítima a esvair-se em sangue até à morte.

Mas o objectivo de quem incendiou o corpo era precisamente dificultar o trabalho da polícia – quanto à identidade da vítima e à forma como foi morta. Tentaram que o fogo apagasse os vestígios mas o corpo não ardeu por completo – é provável que as chamas tenham sido extintas pela água da chuva: tanto o corpo como as roupas estavam ainda molhados quando foram encontrados pela polícia.

Há suspeitas de que o homem não tenha sido assassinado no local onde foi encontrado. O homicídio terá ocorrido noutro lugar, tendo os homicidas transportado o corpo até àquele local ermo, que fica na estrada da ETAR, junto à estrada do Seixalinho, no Montijo.

Apesar de o corpo ter sido abandonado na Margem Sul, o CM apurou que o homem era residente noutra zona da Grande Lisboa. Teria relações com grupos da Margem Sul.

Recorde-se que o corpo da vítima foi encontrado pelas 08h30 de anteontem, num caminho pouco movimentado por onde costumam passar alguns funcionários da ETAR e também adeptos da pesca desportiva. Um homem, Casimiro Rodrigues, de 78 anos, que por ali passava, acabou por ver o cadáver incendiado e deu o alerta às autoridades policiais, que efectuaram várias perícias no local.

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