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Correio da Manhã

Portugal
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Assassino apanha 17 anos de cadeia

António Raposo, de 35 anos, foi ontem condenado pelo Tribunal da Lousã a 17 anos de prisão pela autoria dos crimes de posse de arma ilegal e homicídio qualificado da ex-companheira, na altura com 24 anos, com quem viveu maritalmente três anos e de quem se tinha separado um mês antes do crime.
19 de Março de 2005 às 00:00
A pena foi reduzida em quatro meses em resultado do cúmulo júridico dos dois crimes: 10 meses por posse de arma ilegal e 16 anos e meio por homicídio qualificado.
No acórdão, os juízes consideraram que o homicida actuou “em profundo desprezo pela vida humana”, e com “enorme frieza e indiferença pela vida da vítima”. À saída do Tribunal, Maria Augusta Gomes, mãe da vítima, lamentou que a pena não fosse “mais pesada”. “Não tinha razão nenhuma para fazer aquilo que fez e, por isso, merecia apanhar a pena máxima”, disse.
O homicídio aconteceu a 30 de Outubro de 2003, em Vila Flor, Miranda do Corvo. António Raposo, na altura com 33 anos, dirigiu-se a casa dos pais da ex-companheira, Natércia Gomes, e conversou com ela. Depois de abandonar o local, dirigiu-se ao carro e voltou a entrar na habitação, disparando dois tiros à queima-roupa no peito da vítima, que se preparava para tomar banho, e tentando o suicídio de seguida.
O arguido, sócio de uma empresa de construção civil, além da pena de prisão, ficou ainda obrigado a pagar indemnizações cíveis e a suportar as despesas do funeral, no valor total de quase 71 mil euros. O homicida estava em prisão domiciliária, mas agora foi-lhe decretada a prisão preventiva. A advogada de defesa recorreu da pena.
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