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Correio da Manhã

Portugal

Assassino da mãe espancado na cadeia

O estudante de Medicina suspeito de matar a mãe adoptiva à facada em Coimbra encontra-se numa cela isolada na cadeia de Aveiro, como forma do proteger dos restantes reclusos, depois de ter sido agredido a murro e pontapé, na madrugada desta terça-feira, dia 14.
15 de Setembro de 2010 às 13:00
Luís Castanheira dividia cela com mais oito reclusos
Luís Castanheira dividia cela com mais oito reclusos FOTO: Ricardo Almeida

Luís Castanheira, de 23 anos, aluno do 4.º ano de Medicina, jogador federado, é suspeito de assassinar Eugénia Fernandes Madeira, médica de 58 anos, e de simular um assalto na tentativa de iludir as autoridades policiais.
 
O arguido, em prisão preventiva, foi ofendido verbalmente e agredido por alguns dos reclusos da prisão de Aveiro, que querem mantê-lo afastado das actividades diárias comuns. Os problemas foram maiores na cela onde se encontrava com outros oito presos.
 
Em consequência das agressões, Luís Castanheira - que está na cadeia de Aveiro desde o final da tarde de segunda-feira - teve de receber assistência médica, que lhe foi prestada no próprio estabelecimento prisional.

Visitas do pai

No sábado o arguido já tinha sido assistido nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), onde foi medicado por forma a manter-se mais calmo, na medida em que o seu elevado estado de ansiedade estava a impedi-lo de dormir durante a noite.
 
O suspeito do homicídio da mãe adoptiva recebeu a visita do pai e de alguns colegas da universidade. Continua a dizer que não percebe o que aconteceu na noite do crime e que tem passado momentos muito difíceis na prisão. Nalguns momentos chora, como também já aconteceu com o seu pai durante as visitas.
 
A leitura de banda desenhada tem sido um dos seus passatempos, pois os outros reclusos não lhe têm permitido o convívio.

No dia em que o Tribunal de Coimbra decretou a sua prisão preventiva, Luís Castanheira mostrou-se "arrasado" e não falou perante o juiz, nada dizendo sobre a acusação de homicídio qualificado a que está sujeito, na sequência da investigação da PJ de Coimbra.
 
O jovem é considerado educado, discreto e inteligente, pelo que o homicídio deixou muita gente estupefacta. Também porque a vítima, médica no Centro de Saúde Norton de Matos, em Coimbra, era conhecida e estimada na cidade.
 
As razões apontadas para o homicídio poderão estar relacionadas com o facto de o suspeito entender alguns comportamentos da mãe adoptiva como implicativos e excessivamente protectores.

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