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Correio da Manhã

Portugal
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Assassino violou a mãe

Uma mulher de 51 anos foi violada na cama por um filho, quando dormia. O atacante, de 33 anos, acabara de cumprir uma pena de 15 anos de cadeia por homicídio. A mãe, que o acolhera há duas semanas, agora já só quer que “ele saia morto da cadeia”.
16 de Março de 2005 às 00:00
A violação ocorreu na madrugada de sábado, no concelho de Soure, e o indivíduo foi detido no próprio dia pela Polícia Judiciária, aguardando julgamento em prisão preventiva. D. Maria, a vítima da violação, foi examinada por peritos do Instituto de Medicina Legal de Coimbra e hoje vai fazer novos exames, no serviço de doenças infecciosas, pois o alegado violador estará infectado com o vírus da sida (VIH).
A violação ocorreu de madrugada, quando D. Maria dormia descansada na sua cama. Acordou em sobressalto e de nada lhe valeu tentar defender-se ou gritar. “Acordei surpreendida por ele e quando vi que me queria fazer mal fiz para lhe bater, mas ele amarrou-me os braços e bateu-me”, contou ontem a vítima ao CM, adiantando que o filho ainda lhe tapou a boca quando se preparava para gritar pelo marido, que tinha adormecido a ver televisão no sofá da sala e não deu por nada.
Quando terminou, o alegado violador foi para o seu quarto dormir, como se nada se tivesse passado, deixando a mãe em lágrimas e com uma angústia de fazer dó. Ao amanhecer, D. Maria chamou um táxi que a levou ao hospital e contou a uma filha o que se tinha passado. Pouco depois, foi alertada a GNR de Soure e a Polícia Judiciária, que detiveram o indivíduo em casa.
Para a vítima, estes últimos dias têm sido longos e difíceis de viver, pois está sempre a lembrar-se da humilhação a que o filho a sujeitou e tem vergonha de sair à rua. Por isso pede para que não se escreva o seu nome completo, nem o nome da aldeia onde vive. Fez na segunda-feira duas semanas que D. Maria acolheu o filho em casa. Ele fora condenado a 15 anos de cadeia por homicídio e acabara de cumprir a pena.
“O Tó portou-se bem, andava muito activo e bem-disposto, até me foi ajudar a semear batatas”, contou ontem a mulher, adiantando que nem se tinha apercebido de ele ter tomado alguma droga, como aconteceu nas ocasiões em que beneficiou de várias licenças precárias.
Agora, não quer voltar a ver aquele filho e chega a desejar que “só saia morto da cadeia”.
"ANDAVA DE VELA VIRADA"
O violador era ainda menor de idade quando cometeu um crime de morte. No calor de uma discussão com um amigo, agrediu-o e causou-lhe a morte com um objecto contundente. A mãe conta que ele “andava de vela virada” com a vítima. Tinha 17 anos e estava referenciado como toxicodependente quando foi preso pela primeira vez. Julgado e condenado pela prática de um crime de homicídio, cumpriu a pena e agora estava livre para viver a sua vida. Por pouco tempo, pois regressou à cadeia, desta vez por ter cometido um crime de violação de que foi vítima a própria mãe. Ela agora deseja “nunca mais o ver pela frente”, nem no dia do julgamento.
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