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Correio da Manhã

Portugal
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Assassinos de português queriam cofre

A família de António Pestana, o agricultor assassinado sexta-feira na África do Sul, disse que a vítima teria sido torturada para dar aos assaltantes a chave do cofre que possuía em casa e, no interior do qual, guardava várias armas e outros bens.
26 de Novembro de 2006 às 00:00
António Azevedo Pestana, de 47 anos, vivia sozinho numa quinta em Rondebult, município de Germinston, a Leste de Joanesburgo, onde cultivava vegetais. Segundo a família, deverá ter sido surpreendido por ladrões quando regressava a casa, na noite de sexta-feira.
O corpo foi encontrado com as mãos e pernas amarradas com cordas e com sinais evidentes de tortura. “Os assassinos deitaram água a ferver sobre os seus órgãos genitais e queimaram-no repetidamente com um ferro de engomar, com o qual também o agrediram violentamente. Depois, deve ter sido estrangulado com uma corda, o que pode ser a causa da morte ainda a ser apurada pela autópsia”, disse Maria Pestana Salgado, uma das quatro irmãs da vítima.
Em casa da vítima, as portas estavam trancadas, mas tinha uma janela arrombada e as grades de ferro que a protegiam haviam sido serradas.
O único irmão que tinha a chave da casa da vítima – e que descobriu sexta-feira de manhã o corpo, depois de os trabalhadores lhe terem telefonado a alertar para o “desaparecimento” do patrão – disse que a tentativa de roubo fracassou e o cofre estava fechado graças à bravura do irmão, que não cedeu à tortura.
António Pestana era filho de emigrantes madeirenses, oriundos da Ponta do Pargo, e tinha quatro irmãs e um irmão, para além de dois outros já falecidos, tendo todos nascido na África do Sul.
Como este homicídio subiu para cinco o número de portugueses assassinado na África do Sul desde o início de 2006.
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