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Correio da Manhã

Portugal

“Assim podemos fazer o funeral”

Foram localizados na Galiza, em Espanha, os corpos dos dois pescadores desaparecidos desde 3 de Março, dia em que o barco no qual seguiam para pescar polvo naufragou junto ao Forte da Ínsua, em Caminha.
21 de Março de 2010 às 00:30
O pescador Salvador Passos diz que terminou a angústia com o aparecimento dos corpos de Fernando Rui Vasconcelos, de 45 anos, e de Alfredo dos Santos, que tinha 48 anos
O pescador Salvador Passos diz que terminou a angústia com o aparecimento dos corpos de Fernando Rui Vasconcelos, de 45 anos, e de Alfredo dos Santos, que tinha 48 anos FOTO: Alexandre Panda

O cadáver de Alfredo dos Santos, de 48 anos, foi encontrado ontem numa praia da Corunha, não muito longe de onde, na véspera, fora localizado o corpo de Fernando Vasconcelos, que tinha 45 anos.

"É um alívio muito grande. Assim vamos poder fazer o luto. Apesar da tragédia e da dor que estamos a passar, foi bom ter aparecido o corpo", disse ao CM a filha de Alfredo.

Os filhos de Fernando e um irmão de Alfredo deslocaram--se ainda durante o dia de ontem ao Instituto de Medicina Legal de Santiago de Compostela para reconhecerem os corpos e tratarem do repatriamento, que só deverá acontecer amanhã. A 3 de Março último, os dois pescadores saíram de Caminha para pescar polvo com três colegas, numa traineira que foi surpreendida por duas ondas gigantes e atirada para o fundo do mar. No mesmo dia, dois homens foram resgatados, e o corpo de Manuel Vasconcelos, 47 anos, irmão de Fernando, deu à costa na praia do Camarido, entre Moledo e a Foz do Minho. "Já estávamos a perder a esperança e pensávamos que nunca mais iriam aparecer. Para todos nós é uma boa notícia. Eram bons pescadores e bons amigos. Poder fazer-lhes um funeral era o que nós queríamos", afirmou ao CM Salvador Passos, o pescador de Caminha que salvou os dois sobreviventes.

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