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Correio da Manhã

Portugal
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Ataca ex-namorada de amigo com ácido

Arguido negou intenção de matar a vítima e garantiu pensar que se tratava de urina.
Ana Palma 26 de Junho de 2018 às 08:30
Eleanor Chessel no tribunal de Portimão
Tribunal de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Eleanor Chessel no tribunal de Portimão
Tribunal de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Eleanor Chessel no tribunal de Portimão
Tribunal de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Tribunal da Comarca de Portimão
Foi de cabeça baixa que Edmundo Fonseca, 45 anos, ouviu esta segunda-feira o Ministério Público pedir a condenação, no Tribunal de Portimão, por ter regado com ácido a inglesa Eleanor Chessel, de 29, a mando de Cláudio Gouveia, 34, ex-namorado da vítima. Este foi condenado a 12 anos de prisão, num processo separado.

O crime ocorreu na noite de 6 de maio, do ano passado, em Alvor. O arguido está acusado de homicídio na forma tentada. A vítima sofreu queimaduras em cerca de 60 % do corpo e ficou desfigurada.

O julgamento ficou marcado pelas declarações do arguido, que confessou parcialmente os factos, reconhecendo que agiu a mando do ex-namorado de Eleanor. Os dois homens, do Funchal, são amigos.

Edmundo disse em tribunal que Cláudio deslocou-se com ele, do Funchal para o Algarve, e lhe pediu para roubar o telemóvel e agredir Eleanor. O arguido garantiu que se recusou a bater na jovem mas admitiu que acabou por aceitar roubar-lhe o telemóvel e atirar-lhe para cima um líquido, que Cláudio Gouveia lhe entregou e que lhe terá dito tratar-se de urina.

Edmundo Fonseca assegurou ainda não ser sua intenção matar a jovem e que hesitou muito em aceitar atirar-lhe o líquido para cima.

PORMENORES 
Pena entre 12 e 25 anos
O arguido incorre numa pena entre 12 e 25 anos de prisão. A defesa alegou que Edmundo Fonseca não tinha intenção de matar e pediu que seja condenado apenas pelo crime de ofensas à integridade física qualificada.

Pediu desculpa
O arguido contou que pediu desculpa à vítima quando lhe atirou o líquido para cima e se apercebeu que era ácido e não urina. Revelou em tribunal que também ele foi atingido pelo ácido, num braço - o CM confirmou que tem uma cicatriz no braço direito, de cerca de 5 mm.
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