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Correio da Manhã

Portugal

Atado a um tronco com colete a arder

Um homem de 42 anos foi amarrado por três homens, com idades entre os 19 e 23 anos, ao tronco de uma árvore, no Porto, com um colete reflector a arder. Como tal não fosse suficiente, a vítima foi ainda seviciada com socos, estalos e pontapés. O ataque ocorreu a 2 de Agosto deste ano, mas só esta semana os suspeitos foram detidos pela PJ, depois de terem agredido o indivíduo em diversas situações.
9 de Novembro de 2007 às 00:00
Ataram o homem a uma árvore e atearam fogo ao colete
Ataram o homem a uma árvore e atearam fogo ao colete
Após ter sido preso pela PJ, o grupo foi colocado em liberdade pelo juiz do TIC do Porto. O magistrado decidiu sujeitar os alegados agressores ao Termo de Identidade e Residência.
A vítima ficou com queimaduras graves nas costas e peito, bem como sequelas psicológicas que o obrigaram a ser internado no Hospital Magalhães Lemos, Porto.
Ao que o CM apurou, a situação terá sido despoletada depois de o homem de 42 anos ter furtado uma mota a um vizinho no bairro do Lagarteiro, Porto, que, no entanto, ao que as autoridades apuraram, tencionava devolver. Quando o fez, o proprietário exigiu-lhe que pagasse a utilização da motorizada. Como tal não aconteceu, decidiu cobrar a dívida na companhia de dois amigos .
A vítima terá sido abordada pelo grupo que lhe roubou cinco euros e um fio de ouro que trazia ao pescoço. De seguida, agrediram-no violentamente a murro e soco e ataram-no a um tronco de uma árvore com um colete a arder. Apavorado, o homem teve ainda forças para se soltar e deslocar-se até ao hospital.
sovado várias vezes
No entanto, as agressões não terminaram. Desde Agosto, a vítima tem sido perseguida e foi alegadamente sovada várias vezes por um indivíduo de etnia cigana, que fazia parte do grupo responsável pela primeira investida. A situação levou a que o homem entrasse numa crise psíquica e ao posterior internamento no Hospital de Magalhães Lemos.
Só muito a custo e em pânico a vítima denunciou o caso à PJ do Porto. O agressor é conhecido das autoridades policiais e tem um vasto rol de antecedentes criminais, em que se contabilizam casos de crimes contra o património, ofensas à integridade física e condução sem habilitação legal.
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