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Correio da Manhã

Portugal
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ATEOU PRIMEIRO GRANDE FOGO

A PJ de Coimbra anunciou ontem que deteve um homem de 33 anos acusado da autoria de um dos mais graves incêndios deste Verão, que lavrou nos concelhos de Mação, Sertã e Vila de Rei. O indivíduo está em prisão preventiva.
11 de Setembro de 2003 às 00:00
O incêndio consumiu nove mil hectares de floresta
O incêndio consumiu nove mil hectares de floresta FOTO: Jordi Burch
Entre 19 e 21 de Julho as chamas destruíram nove mil hectares de floresta, levando o Presidente da República a visitar os três concelhos e a reclamar a calamidade pública.
De acordo com a PJ, o homem “enquadra-se no perfil típico do incendiário” e terá agido “num quadro de piromania”, sem motivações económicas. Quando ateou o fogo nas freguesias de Cumeada e Marmeleiro, estava em liberdade condicional, devido a uma pena de prisão de quatro anos e meio por fogo posto, aplicada em 1999.
E a PJ de Coimbra tinha-o detido há um mês pela alegada autoria, este ano, de dois outros incêndios, mais pequenos, na região.
“É um caso paradigmático”, sublinhou um elemento ligado à investigação, explicando que o homem reside na zona da Sertã e trabalha no sector da floresta, evidenciando dificuldades de integração social.
As autoridades policiais acreditam que em casos como este o cumprimento de penas em prisões comuns pode não ser eficaz e admitem a necessidade de “repensar o efeito” das medidas de coacção.
Uma das alternativas é o internamento psiquiátrico sempre que um juiz entenda que a anomalia psíquica persiste. “A sociedade não pode estar à mercê de pessoas com imputabilidade diminuída que põem em causa bens de grande valor.”
DESTRUIÇÃO
CARREGAL
Um jovem de 19 anos foi detido pela alegada autoria de um incêndio que deflagrou em Agosto na zona de Carregal do Sal, anunciou ontem a Polícia Judiciária. As chamas consumiram 42 hectares de mato e floresta. Segundo a PJ, o jovem é suspeito de três fogos ocorridos em 2002.
84 DETIDOS
Desde Janeiro foram detidos pelas autoridades policiais 84 incendiários, mais 34 do que em todo o ano transacto. Os incêndios já fizeram 18 mortos e destruíram mais de 330 mil hectares, a maior área ardida de sempre, quase equivalente à do distrito de Leiria.
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