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Correio da Manhã

Portugal
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Aterro ampliado ainda sem contrapartidas

ALGAR dá obra como pronta mas Águas do Algarve não mostra interesse em recebê-la.
Pedro F. Guerreiro 29 de Março de 2016 às 17:05
Capacidade atual do Aterro Sanitário do Sotavento só deverá chegar até meados de 2017, pelo que se torna necessário ampliar a estrutura
Capacidade atual do Aterro Sanitário do Sotavento só deverá chegar até meados de 2017, pelo que se torna necessário ampliar a estrutura FOTO: André Cravinho
O aterro sanitário do Sotavento, na aldeia da Cortelha, Loulé, deve começar a ser ampliado até final do ano. Mas as contrapartidas acordadas entre a autarquia e a empresa gestora de resíduos sólidos ALGAR, em 1997, aquando da aprovação da construção da estrutura - em particular as redes de abastecimento de água e saneamento às aldeias de Cortelha, Vale Maria Dias e Barranco do Velho - ainda não estão a funcionar.

Após muita contestação à localização, o aterro entrou em funcionamento em 2000, com duas células para acolher resíduos sólidos de todo o Sotavento algarvio, embora a concessão da ALGAR preveja a implementação de quatro, no total.

José Pinto Rodrigues, diretor- -geral da empresa, explica que "o espaço [atualmente] disponível no aterro só deverá chegar até meados de 2017", pelo que a construção de uma nova célula deve arrancar até final deste ano. Isto apesar de as contrapartidas prometidas às populações da Cortelha, Vale Maria Dias e Barranco do Velho ainda não estarem em funcionamento. "Da nossa parte, todas as infraestruturas, redes, estações elevatórias e estações de tratamento de águas residuais estão prontas, falta só entregar a obra", garantiu ao CM Pinto Rodrigues.

Mas para o presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, o assunto ainda não está resolvido. "Quando cheguei [em 2013] e percebi que as coisas não estavam feitas, fiz grandes esforços junto da ALGAR, que entretanto realizou reparações em estações elevatórias e outros equipamentos", explica, adiantando que a solução passa agora pela Águas do Algarve, que deveria receber e ficar com a gestão da infraestrutura. Mas esta empresa ainda "não mostrou interesse" em fazê-lo. Por isso, adianta Vítor Aleixo, a Câmara de Loulé quer agora promover uma reunião com ALGAR e Águas do Algarve para tentar chegar a uma solução.

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