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Correio da Manhã

Portugal
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Aterroriza e ameaça queimar toda a família

Vítima viveu mais de duas décadas de violência. Menores tiveram arma apontada à cabeça, em Amarante.
Nelson Rodrigues 28 de Maio de 2018 às 07:58
Proibido de estar a 200 metros das vítimas. É julgado em junho
Proibido de estar a 200 metros das vítimas. É julgado em junho FOTO: Ricardo Cabral
Foram mais de duas décadas de terror. Logo nos primeiros anos de casamento, celebrado em 1994, o arguido tornou-se violento com a mulher, na casa onde viviam, em Amarante. A vítima temia pela vida. Era insultada e abusada sexualmente. O arguido, de 54 anos, cuspia-lhe na cara e espancou-a até durante a gestação dos três filhos - incluindo duas gémeas. Também eles foram agredidos pelo homem que chegou a ameaçar "queimar" toda a família.

O agressor, mecânico de profissão, está acusado de violência doméstica, ofensas à integridade física qualificada, ameaça e detenção de arma proibida. Começa a ser julgado em junho, em Penafiel. Está proibido de se aproximar das vítimas e da casa onde residem. Tem de ficar a um mínimo de 200 metros.

Entre vários episódios descritos pelo Ministério Público, um dos mais graves ocorreu em janeiro de 2017. O homem apontou a armade fogo à cabeça dos três filhos. "Eu mato-vos, seus filhos da p... e até vos queimo a todos", gritou. No meio da confusão, uma das filhas conseguiu desarmar o pai, mas logo foi agredida. Ato contínuo, o arguido, dando murros no próprio peito, dirigiu-se ao outro filho, então com 17 anos, disposto a atacá-lo. A mãe do menor interveio e foi espancada.

Em 2016, a mulher foi diagnosticada com um carcinoma. O agressor gozou com o caso. "Estás a chorar porquê? Vais morrer e vais. De que cor queres as flores? Brancas ou vermelhas?", disse-lhe o homem.
Amarante Penafiel Ministério Público questões sociais
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