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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente da Câmara de Vila Real aponta falhas ao socorro no Túnel do Marão

Rui Santos diz que meios de socorro não funcionaram. Condutores transportaram vítimas em pânico.
Lusa 12 de Junho de 2017 às 15:11
Túnel do Marão
Trânsito condicionado, com longas filas
Autocarro arde no túnel do Marão
Incêndio no Marão obrigou ao corte do IP4
Túnel do Marão tem quase seis quilómetros
Túnel do Marão
Trânsito condicionado, com longas filas
Autocarro arde no túnel do Marão
Incêndio no Marão obrigou ao corte do IP4
Túnel do Marão tem quase seis quilómetros
Túnel do Marão
Trânsito condicionado, com longas filas
Autocarro arde no túnel do Marão
Incêndio no Marão obrigou ao corte do IP4
Túnel do Marão tem quase seis quilómetros

O presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, exigiu esta segunda-feira um inquérito "exaustivo" ao incêndio de domingo à noite no Túnel do Marão, apontando várias falhas à segurança.

"Queremos, reivindicamos e exigimos que seja feito um inquérito exaustivo ao acidente de ontem [domingo] que relate o que correu bem e explicite o que correu mal para podermos corrigir essas situações no futuro", disse hoje à Lusa.

Segundo o socialista, os acidentes "infelizmente" acontecem, mas as pessoas devem estar preparadas para reagir a esses acidentes, sublinhando que o que ocorreu no túnel resultou "um bocadinho" daquilo que foram as suas denúncias a 23 de dezembro de 2016, quando questionou o facto de o controlo de tráfego ter passado para Almada, no distrito de Setúbal.

O autarca referiu que o facto de o centro de controlo de tráfego ter sido descontinuado em Vila Real e transferido para Almada, e de não terem sido feitos os simulacros que deveriam ter sido realizados, nomeadamente simulacros de incêndio, fez "com certeza" com que a resposta não fosse a "mais desejada e adequada".

Rui Santos afirmou que algumas pessoas, que à hora do acidente estavam no local, contaram que a ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi acionada 15 minutos depois de o incêndio ter deflagrado, tal como sucedeu com a GNR, acrescentando que foram condutores que passavam no local que transportaram pessoas em "pânico e estado de alarme" para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

"Os extratores de fumo, embora tenham funcionado, numa primeira fase não corresponderam ao que era a expectativa, injetando fumo não para o exterior, mas para o túnel paralelo àquele onde ocorreu o incêndio", revelou.

Rui Santos recordou que o Túnel do Marão é uma estrutura "complexa" que teve um investimento de sete milhões de euros em sistemas de segurança que podem e devem estar rentabilizados e facilmente operacionais para casos de emergência.

"As vidas humanas não têm preço, desta vez tivemos sorte, mas temos de precaver situações de futuro", realçou.

Quanto à reabertura total do Túnel do Marão poder demorar "alguns dias, tal como adiantou esta segunda-feira a Infraestruturas de Portugal (IP), o presidente da câmara considerou que isso irá trazer "enormes prejuízos" para a economia dos distritos de Vila Real e Bragança, mas sobretudo para a economia do interior.

O túnel é a "ponte" entre o interior e o litoral do país, sendo esta incerteza "prejudicial" para as populações e para as empresas, considerou.

O incêndio de um autocarro com 20 passageiros, da empresa Rodonorte, dentro do Túnel do Marão, ao quilómetro 74 da autoestrada do Marão, entre Amarante e Vila Real, obrigou, no domingo, ao corte do trânsito em ambos os sentidos, mas não causou vitimas.

Fonte do CHTMAD disse à Lusa que "quatro jovens pediram assistência por inalação de fumo", mas foram situações "muito ligeiras".

O trânsito no túnel foi reaberto no sentido Vila Real-Porto, às 06h30 desta segunda-feira, mas a normalização da circulação poderá só estar restabelecida "dentro de alguns dias", informou a IP.

"O tráfego na galeria sul, no sentido Amarante-Vila Real, será reposto após se determinar com exatidão a extensão dos danos, o que será feito ao longo do dia de hoje com as equipas da IP e das empresas construtoras e instaladoras", indica a IP.

A Rodonorte, empresa proprietária do autocarro, anunciou no domingo que vai abrir um inquérito para apurar as causas do incêndio.

O Túnel do Marão, que liga Amarante, no distrito do Porto, a Vila Real, abriu em maio do ano passado e tem duas galerias gémeas, cada uma com duas faixas de rodagem e com um comprimento de 5.665 metros.

O incêndio com o autocarro de passageiros foi o primeiro acidente do género, em dimensão, ocorrido num túnel em Portugal.

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