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Correio da Manhã

Portugal

Autarca recebe família desalojada após incêndio no Porto

Fogo poderá ter sido provocado no âmbito de interesses de especulação imobiliária. Uma pessoa morreu.
Paulo Jorge Duarte 4 de Março de 2019 às 06:00
António Gonçalves,  a vítima  mortal
Incêndio deflagrou em prédio situado no Porto
Incêndio deflagrou em prédio situado no Porto
Incêndio na rua de Alexandre Braga
António Gonçalves,  a vítima  mortal
Incêndio deflagrou em prédio situado no Porto
Incêndio deflagrou em prédio situado no Porto
Incêndio na rua de Alexandre Braga
António Gonçalves,  a vítima  mortal
Incêndio deflagrou em prédio situado no Porto
Incêndio deflagrou em prédio situado no Porto
Incêndio na rua de Alexandre Braga
"Esta morte não pode ficar sem ser esclarecida. A investigação é imprescindível", referiu ao CM António Fonseca, presidente da Junta do Centro Histórico do Porto, na sequência das suspeitas criminosas em torno do incêndio da madrugada do passado sábado, que foi fatal para António Gonçalves, de 55 anos, na rua de Alexandre Braga, na Invicta.

O autarca confirmou que vai reunir esta segunda-feira com a família, que se queixa de ter sido várias vezes ameaçada para deixar o edifício.

"Temos de perceber como é que os podemos ajudar. Vamos também reunir com psicólogos e serviços sociais", vincou.

A Polícia Judiciária do Porto foi chamada e investiga agora o que esteve na origem das chamas. Isto até porque foi o segundo incêndio no prédio, no espaço de apenas uma semana. A família faz a ligação dos casos às ameaças de que foi alvo.

Em cima da mesa estão suspeitas do crime de fogo posto no âmbito de interesses de especulação imobiliária. Os familiares de António Gonçalves esperaram 13 horas, o tempo que as buscas duraram, para receber a pior das notícias.

O corpo do homem foi encontrado, carbonizado, nas águas furtadas daquele prédio, no centro do Porto. "Assassinos, malditos, mataram-no, mataram-no", ouviu-se. Os gritos de dor eram dos irmãos de António Gonçalves.

As chamas destruíram o 2º e 3º andares. A mãe da vítima, de 88 anos, ficou encurralada com outros dois filhos, na casa dos 50 anos, no telhado.

António já não conseguiu escapar.

PORMENORES 
Em casa de filha
Como o prédio onde a família vivia ficou sem condições de habitabilidade, a idosa está alojada temporariamente em casa de outra filha.

Grávida ferida
O fogo provocou o desabamento do telhado e matou António Gonçalves. Cinco pessoas ficaram feridas, entre elas uma grávida que reside num prédio contíguo devido a inalação de fumo.
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