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Correio da Manhã

Portugal
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Autarcas contra saída de ‘heli’

A saída do helicóptero ligeiro do INEM de Loulé para Beja está a gerar "revolta" e "indignação" junto dos autarcas algarvios, que não vêem no helicóptero pesado Kamov, que foi feito para o combate de incêndios, "um substituto credível".
3 de Novembro de 2012 às 01:00
Autarcas dizem que helicóptero pesado Kamov não é adequado para serviço de emergência médica
Autarcas dizem que helicóptero pesado Kamov não é adequado para serviço de emergência médica FOTO: direitos reservados

"É um helicóptero mais pesado e não pode operar nas mesmas situações que o anterior", argumenta Macário Correia, presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve.

O Kamov, que pesa 11 toneladas, e está agora ao serviço da emergência médica do INEM na região, não pode aterrar nos areais das ilhas devido ao peso. "Para além de enterrar as rodas na areia, há perigo de projectar alguém com a força das hélices, algo que não acontece com o outro helicóptero, que tem até três toneladas", explicou ao CM um especialista em aeronáutica, que quis manter o anonimato. O mesmo técnico referiu que há perigo de se partirem janelas, caso o Kamov aterre no Hospital de Faro, visto ser uma zona com habitações.

"Na quarta-feira pedimos uma reunião com carácter de urgência ao Ministério da Saúde porque queremos respostas", disse ontem o autarca de Loulé, Seruca Emídio. O INEM defende que o Kamov tem todas as condições para o serviço de emergência médica. 

Kamov Heli INEM
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