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Correio da Manhã

Portugal
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Autópsias concluídas

Os corpos dos quatro portugueses que morreram num acidente de aviação, sexta-feira, no Sul do Chile, foram autopsiados ontem à tarde.
27 de Novembro de 2006 às 00:00
Resgate dos corpos, numa zona de difícil acesso, foi feito por equipas especiais
Resgate dos corpos, numa zona de difícil acesso, foi feito por equipas especiais FOTO: SAR/Fuerza Aérea de Chile
Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades disse ao CM que as autópsias foram realizadas no Instituto de Medicina Legal de Puerto Montt, perto de Coihaique (onde ocorreu o acidente), a 1600 quilómetros da capital, Santiago do Chile. Hoje, a Embaixada de Portugal no Chile inicia diversas reuniões, nomeadamente com uma seguradora e com uma companhia aérea, no sentido de cumprir todos os trâmites legais para a trasladação dos corpos para Portugal.
A mesma fonte adiantou que não está ainda definido quando será feita a trasladação. Acrescentou que, até ao fim do dia de ontem, nada tinha sido estabelecido com as famílias das vítimas, de modo a poderem deslocar-se ao Chile para acompanharem a trasladação dos corpos.
Ontem, ainda não tinham sido apuradas as causas do acidente, que está a ser investigado pelas autoridades aeronáuticas chilenas.
O acidente ocorreu pelas 14h30 de sexta-feira (18h30 em Lisboa), quando o bimotor em que seguiam quatro portugueses, de dois chilenos, caiu numa zona montanhosa perto da cidade de Coihaique, no Sul do Chile. As vítimas portuguesas são César Oliveira (34 anos) e André Romeira (28), jornalistas do ‘Record’, Maria José Margarido (34), do ‘Diário de Notícias’, e Cláudia Magalhães (33), directora de uma agência de comunicação. Os chilenos são Willy Stone (47), o piloto do avião, e Cláudia Poblete Ortiz (25), guia de uma agência de turismo em Coihaique.
Os destroços da aeronave foram encontrados horas depois num vale com cerca de dois mil metros de profundidade, a 16 quilómetros do aeródromo Teniente Vidal, em Coihaique, de onde tinha descolado. O desastre deu-se quando iam decorridos escassos quatro minutos de voo.
Devido à dificuldade que as autoridades tiveram em chegar ao local, os corpos só foram resgatados no sábado. Na difícil operação de resgate, foram utilizados meios aéreos e terrestres, nomeadamente um helicóptero do Exército e dez elementos do Serviço Aéreo de Resgate do Grupo de Operações Policiais Especiais. Os corpos foram transportados por um helicóptero da Força Aérea – que realizou três viagens sucessivas entre o aeródromo Teniente Vidal e o local do acidente.
A região do desastre é constantemente assolada por ventos fortes que tornam os voos perigosos e onde os acidentes são frequentes.
PORMENORES
VÍTIMAS
Só três das seis vítimas do acidente foram encontradas dentro da aeronave, de matrícula CC-CAC, pertencente à empresa San Rafael.
RESGATE
A equipa especial dos Carabineros que participaram no resgate dos corpos tiveram de abrir caminho na espessa vegetação para chegarem ao local do acidente.
PILOTO
Willy Stone contava já 3500 horas de voo e, segundo os colegas, era o piloto mais experiente na rota onde se deu o acidente.
AVIÃO
O avião bimotor Beechcraft Baron 55 que se despenhou era utilizado pela comunidade de Coihaique como ambulância aérea.
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