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Autoridades excluem hipótese de desembarque de migrantes em praia de Sesimbra

GNR informa que tem a indicação de terem sido vistos 20 a 30 indivíduos, mas que nenhum testemunho ouvido confirmou essa informação.

06 de setembro de 2026 às 18:42

As autoridades esclareceram, este domingo, não ser possível confirmar que o aparecimento de um barco de borracha na Praia da Foz, na Aldeia do Meco, em Sesimbra, esteja relacionado com um desembarque de migrantes. "Do trabalho policial de investigação, conclui-se não ser possível afirmar a existência de qualquer desembarque de migrantes naquela zona, não se confirmando, assim, a informação da hipotética presença desse grupo de indivíduos", esclareceu a GNR num comunicado divulgado este domingo. 

Na mesma nota, a Guarda informa que tem a indicação de terem sido vistos 20 a 30 indivíduos, mas que nenhum testemunho ouvido confirmou essa informação. "No decorrer das diligências policiais que, de forma coordenada, foram desenvolvidas pelas duas forças [GNR e Polícia Marítima], surgiu uma indicação que, nas proximidades daquele local, teriam sido vistos cerca de 20 a 30 indivíduos, situação essa que nenhum testemunho ouvido pelas autoridades confirmou", pode ler-se.

O alerta tinha sido dado, na madrugada deste domingo, por um pescador. A embarcação, um pequeno barco de borracha azul, foi removida do areal pelas autoridades e está ao guardo da Polícia Marítima. 

O cenário encontrado pelas autoridades ao chegar ao local pode estar relacionado com "inúmeras situações que estas Forças Policiais têm detetado", nomeadamente "movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação de combustível, tendo levado à detenção de vários cidadãos nacionais e estrangeiros e à apreensão de quantidades consideráveis de combustível e de produto estupefaciente".

As diligências procedem por via terrestre, marítima e aérea para apurar a origem do barco. 

Suspeitas de tráfico de droga

Segundo o comunicado da GNR, dos indícios recolhidos no local e das diligências policiais desenvolvidas, “o cenário encontrado tem similitude com as inúmeras situações que estas forças policiais têm detetado: movimentações suspeitas ao longo da costa portuguesa, relacionadas com tráfico de estupefacientes por via marítima e com contrabando de circulação de combustível, tendo levado à detenção de vários cidadãos nacionais e estrangeiros e à apreensão de quantidades consideráveis de combustível e de produto estupefaciente”. É esta a linha de investigação que vai ser seguida pelas autoridades.

Garrafas estrangeiras

Uma das provas mais relevantes para a investigação do caso é o facto de as garrafas de água encontradas no interior do bote serem de origem estrangeira, como o Correio da Manhã constatou no local. Quanto ao bote, foi apreendido pela Polícia Marítima e será agora alvo de perícias pelas autoridades competentes.

Jerricãs

No interior do bote foram descobertos pequenos jerricãs de combustível. A sua quantidade poderá dar indicações sobre o local de onde partiu.

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