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Correio da Manhã

Portugal
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Avaliação de estado das arribas no Algarve feita de barco e avião

Testemunha garante que a análise das arribas de risco era feita periodicamente.
Tiago Griff 15 de Outubro de 2019 às 10:09
Tragédia ocorreu em agosto de 2009
Maria Freitas foi uma das vítimas
Rita Fonseca tinha 31 anos
Anabela Fonseca estava de férias com a família
António Fonseca tinha 59 anos
Tragédia ocorreu em agosto de 2009
Maria Freitas foi uma das vítimas
Rita Fonseca tinha 31 anos
Anabela Fonseca estava de férias com a família
António Fonseca tinha 59 anos
Tragédia ocorreu em agosto de 2009
Maria Freitas foi uma das vítimas
Rita Fonseca tinha 31 anos
Anabela Fonseca estava de férias com a família
António Fonseca tinha 59 anos
A avaliação das arribas no Algarve, antes da derrocada que matou cinco pessoas na praia Maria Luísa, em Albufeira, em 2009, era feita periodicamente em cada uma das praias, mas também através de vistorias realizadas de barco e até de avião.

A revelação foi feita esta segunda-feira por Sebastião Teixeira, antigo responsável da Administração da Região Hidrográfica do Algarve, durante o julgamento em que os familiares das vítimas exigem ao Estado 911 mil euros, que está a decorrer no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

Segundo Sebastião Teixeira, existiam sinais de perigo de derrocada de arribas no acesso à praia Maria Luísa, na altura do acidente mortal, mas as placas não faziam parte de um plano oficial de sinalização, que só foi implementado em 2012.

"Estas placas de aviso eram colocadas consoante a sensibilidade dos técnicos", explicou o mesmo responsável, que foi ouvido como testemunha.

Sebastião Teixeira explicou ainda que a análise às arribas consideradas perigosas era feita não só no local, mas também através de fiscalizações a bordo de barcos e até de aviões, para existir uma visão mais alargada dos riscos.

PORMENORES
Indemnização
As famílias das cinco vítimas mortais exigem ao Estado o pagamento de uma indemnização no valor de 911 mil euros.

Concessionário
O leixão (parte de arriba) que caiu e matou cinco pessoas tinha um sinal de perigo, mas foi instalado pelo concessionário.

Julgamento
Esta terça-feira está prevista mais uma sessão de julgamento, onde vão ser ouvidos elementos da Autoridade Marítima.
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