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Aviões com avaria e problemas para abastecer atrasam regresso de duas centenas de militares portugueses

Alguns militares, fechados na aeronave, foram alimentados com ração de combate e pão com manteiga.
Sérgio A. Vitorino 4 de Dezembro de 2023 às 21:25
Militares na República Centro-Africana
Militares na República Centro-Africana FOTO: Forças Armadas de Portugal.
Um avião avariado e um outro com dificuldades para abastecer no limitado aeroporto M´Poko, em Bangui, capital da República Centro-Africana, atrasam o regresso a Portugal de duas centenas de militares portugueses que constituíram a 13.ª Força Nacional Destacada naquele país, no âmbito de uma missão (MINUSCA) das Nações Unidas. Há militares que, fechados no avião, terão sido alimentados a ração de combate e pão com manteiga, contam ao CM alguns familiares.

Ao CM, fonte oficial do Exército assegura que tudo se deve a "limitações operacionais relacionadas com o abastecimento de combustível da aeronave civil". "Prevê-se que a descolagem de Bangui ocorra durante a manhã" de terça-feira.

"O 2.º voo de retração da 13.ªFND/QRF/MINUSCA é realizado em aeronave civil, contratada exclusivamente para o efeito, que se encontra em Bangui, desde a manhã de dia 4 de dezembro, após ter transportado durante a madrugada 135 militares da 14.ªFND/QRF/MINUSCA", diz o Exército ao CM.

A 13ª FND, que está na República Centro-Africana desde 31 de maio, teria previsto regressar na passada sexta-feira, dia 1. No entanto, o voo da EuroAtlantic – que para Bangui levava a 14.ª, que também atrasou a partida - terá sofrido uma avaria ainda em Lisboa e nem sequer partiu no dia seguinte, sábado. As famílias dos militares da 13.ª FND estão angustiadas com a situação após seis meses de separação devido à missão.

A situação leva a que, previsivelmente, as duas forças – num total de quase 400 homens e mulheres - tenham na noite desta segunda-feira de partilhar um campo construído para pouco mais de metade desse efetivo.

Portugal está na missão das Nações Unidas na RCA desde 2017. O Exército já projetou para aquele país africano quase três mil militares, na maioria das tropas especiais Comandos e Paraquedistas.

A missão é proteger a população civil dos confrontos entre 14 grupos armados, que atacam mulheres e crianças para cobrar impostos e fazem entre si a predação dos vastos recursos naturais da RCA, como o ouro, diamantes e madeiras exóticas.

O desempenho dos militares portugueses tem sido sucessivamente elogiado pelas Nações Unidas.
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