Avião da TAP falha pista em São Paulo

Um avião da TAP, com mais de 200 pessoas a bordo, em vez de aterrar na pista pousou no caminho de circulação de aeronaves (‘taxiway’) do Aeroporto de Guarulhos (São Paulo). Este é um incidente de extrema gravidade.
03.03.06
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Tecnicamente significa que o avião aterrou num parque de estacionamento. A TAP abriu um inquérito para determinar responsabilidade do piloto.
Na torre de controlo de tráfego aéreo, os brasileiros gelaram perante a imprudência cometida pelo piloto nacional. Concluída a aterragem, o piloto estava convencido de que tinha aterrado na pista principal, a 27 R. Só mais tarde se apercebeu do erro.
SÓ A SORTE EVITOU A TRAGÉDIA
A sorte esteve do lado do aparelho nacional a 21 de Fevereiro. O ‘taxiway’ é a pista utilizada pelos aviões para se deslocarem para o estacionamento junto da aerogare depois de aterrarem. Caso outro aparelho estivesse a efectuar essa operação teria ocorrido uma tragédia.
O incidente não provocou vítimas nem danos no aparelho, que depois de efectuada a manutenção regressou a Lisboa. Os passageiros do voo da TAP também não se aperceberam que o airbus 340 estava a aterrar numa pista de 20 metros de largo e não na correcta que tem 40 metros. “Para os passageiros, tirando um pouco mais de trepidação, a aterragem decorreu normalmente”, referiu ao CM fonte ligada ao incidente que preferiu manter o anonimato.
Vários factores levaram o piloto português a confundir a pista com o ‘taxiway’. Nesse final de tarde, chovia torrencialmente em São Paulo. As aterragens e descolagens realizavam-se no sentido contrário ao habitual. Uma das duas pistas do aeroporto estava em obras.
LÍNGUA PORTUGUESA CONFUDE
Ao chegar a São Paulo por volta das 19h00, o piloto aterrou tendo pela frente um pôr-do-sol muito intenso que lhe tirava grande parte da visibilidade.
Também a conversação em português – língua materna do controlador aéreo e do piloto – agravou a confusão instalada. O controlador aéreo, observando que o avião estava a entrar pelo acesso ao estacionamento, gritou “arremeter! arremeter!“, para que o piloto português abortasse a aterragem. No entanto, o piloto entendeu que a indicação era para um outro aparelho e fez-se então à pista. Ou melhor, ao ‘taxiway’. Em Portugal, o termo usado para abortar uma aterragem é ‘borregar’. ‘Overshoot’ é o termo correcto a usar nestas situações, sendo o inglês a língua obrigatória neste tipo de comunicações.

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1 Comentário
  • De António20.10.13
    GO AROUND é o termo correcto a usar nestas situações, sendo o inglês a língua obrigatória neste tipo de comunicações, não ‘Overshoot’
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