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Correio da Manhã

Portugal
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Avô e tio violadores

"Tenho nojo, muito nojo do meu avô. Ele e o meu tio estão sempre a tocar-me." O relato angustiante, feito por Maria (nome fictício) à assistente social, pôs fim a quatro anos de sofrimento. Entre os 7 e os 11 anos foi abusada sexualmente. Desesperada, denunciou o caso, e em Junho do ano passado o Tribunal de Seia condenou o avô, de 76 anos, a seis anos de cadeia e o tio, de 40 anos, a dois anos e oito meses de pena suspensa, condenações confirmadas esta semana pela Relação de Coimbra.
24 de Julho de 2010 às 00:30
Desembargadores do Tribunal da Relação de Coimbra mantiveram aos pedófilos penas da primeira instância
Desembargadores do Tribunal da Relação de Coimbra mantiveram aos pedófilos penas da primeira instância FOTO: Ricardo Almeida

Os abusos sexuais tiveram início em 2002, altura em que Maria estava a viver com uma ama. O pai trabalhava no estrangeiro e a mãe da criança sofria de uma depressão, pelo que não tinha condições para cuidar da filha menor. Durante as férias e os fins-de-semana, a menina ficava com os avós paternos ou então em casa do tio – momentos que os dois pedófilos aproveitavam para abusar da criança. Os dois homens tocavam nos órgãos genitais da menor, diziam-lhe para fazer o mesmo e obrigavam-na a fazer sexo oral.

O idoso foi no entanto mais longe e, pelo menos por dez vezes, deu o tribunal como provado, deitou-se em cima da menina e tentou manter relações sexuais com ela. Nunca chegou a consumar o acto porque a criança gritava com dores. Só aos 11 anos Maria conseguiu contar o sofrimento que vivia. Falou com a assistente social da escola, que denunciou o caso aos pais. Enquanto a mãe ficou do lado da criança, o pai não acreditou na sua versão. O casal acabou por se separar e a menor vive agora com os avós maternos. n

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