page view

Baixas médicas tramam agentes

A revolta instalou-se na Divisão da PSP da Amadora, quando, a escassos dias da Passagem de Ano, uma das Equipas de Intervenção Rápida (EIR) teve conhecimento de que estava escalada para trabalhar no Ano Novo, depois de já ter trabalhado no Natal. Nenhum dos oito agentes compareceu ao trabalho, porque meteram baixa ou assistência à família.

07 de janeiro de 2010 às 00:30

No entanto, as consequências chegaram rapidamente. Ao que o CM apurou, como medida de punição, o comandante não só extinguiu aquela EIR como ainda avisou os agentes, via telefone, de que cada elemento teria de escolher uma nova esquadra para trabalhar. E a imposição era clara: todos os agentes tinham de ficar em esquadras separadas. Os oito polícias estão indignados e ponderam agora avançar com queixa-crime contra o próprio comandante.

António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia, admitiu ao CM conhecer a situação. "Coisas destas acontecem mais do que se imagina. Há comandantes que lidam com as equipas que chefiam como se fossem suas. Há muito tempo que lutamos contra estes abusos, além de que deve haver um plano que estipule o período de trabalho. Os polícias também têm família", disse. O CM pediu ontem uma reacção junto do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, mas não obteve resposta em tempo útil.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8