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Correio da Manhã

Portugal
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Balas cúmplices

Os assaltantes mortos na madrugada de segunda-feira numa troca de tiros com uma patrulha da GNR, em Santa Maria da Feira, quando tentavam furtar uma caixa de multibanco, podem ter sido atingidos pelos projécteis dos próprios cúmplices.
4 de Maio de 2006 às 00:00
O CM apurou que pelo menos um dos projécteis, que ficou alojado no peito de um dos assaltantes, é de pistola e não da metralhadora G3 usada pelos guardas. Os resultados preliminares da autópsia indicam que Emílio Monteiro, 20 anos, terá sido atingido por um tiro de pistola e um outro tiro que pode ser de zagalote, uma das munições usadas pelos assaltantes, enquanto Emanuel Bernardes, 30 anos, foi atingido na cabeça. Também neste caso a munição pode ser do tipo zagalote.
Na sequência das investigações, a PSP de Ovar e a PJ do Porto detiveram anteontem cinco dos elementos, que foram ontem presentes ao Tribunal da Feira.
O ferimento de tiro, na cara, de um dos suspeitos, já indiciado por outros crimes, foi a pista que levou a Polícia até estes criminosos.
O CM sabe também que o ferimento que apresentava não era de munição de G3 – arma da GNR – mas de uma das caçadeiras usadas pelo bando.
Já sob custódia da Polícia, os suspeitos terão confessado inúmeros assaltos às caixas de multibanco no Centro e Norte do distrito de Aveiro desde Fevereiro, inclusive o assalto ao Supermercado Modelo em Oliveira de Azeméis, de que resultou a morte de um segurança privado.
Ontem à tarde, os cinco suspeitos foram presentes ao Tribunal, começando a ser ouvidos pelo juiz de Instrução apenas ao final da tarde. Os dois primeiros disseram que este foi o único assalto em que participaram.
NOS BASTIDORES
FAMÍLIAS NO TRIBUNAL
Pelas 10h30 de ontem, populares e familiares dos detidos começaram a chegar ao Tribunal de Santa Maria da Feira. Às 15h15, os cinco detidos chegaram numa carrinha celular. Os familiares tentaram aproximar-se, mas foram impedidos pelas autoridades.
OUVIDOS NOITE DENTRO
O primeiro dos suspeitos começou a ser ouvido ontem à tarde pela juíza de Instrução Criminal cerca das 17h50. E, apesar de os interrogatórios se prolongarem pela madrugada dentro, os familiares não arredaram pé.
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