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Correio da Manhã

Portugal
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Baleado em assalto

Um homem de 60 anos foi ontem de manhã ferido a tiro, com gravidade, em Bairro, concelho de Famalicão, quando tentava travar a fuga de três indivíduos encapuzados que tinham acabado de assaltar uma ourivesaria.
4 de Julho de 2006 às 00:00
Ao aperceber-se da fuga dos larápios, Agostinho Teixeira, cliente e amigo da dona da ourivesaria Angel Ouro, tentou impedir-lhes a passagem e pôs-se à frente dos ladrões a gritar por socorro. Nessa altura, um dos assaltantes disparou um tiro de caçadeira, que atingiu a vítima no abdómen e a fez cair de imediato.
Os três encapuzados entraram num carro, onde os esperava um quarto elemento e, segundo várias testemunhas, colocaram-se em fuga, em alta velocidade, em direcção a Riba d’Ave.
Segundo Maria de Cândida Sousa, a proprietária da loja, o assalto, que ocorreu pelas 09h30, durou apenas “dois ou três minutos”.
“Eles entraram de rompante e fizeram o assalto em poucos minutos. Um deles, o que estava armado, disparou um tiro para o tecto e os outros dois meteram o ouro que puderam num saco e fugiram”, explicou a empresária, que vai ter de suportar um prejuízo de milhares de euros, porque, como acontece com boa parte das ourivesarias, não tinha seguro.
Os indivíduos estavam encapuzados, mas segundo a dona da loja, “eram altos e magros e, pelo menos o que tinha a espingarda, falava português”.
A vítima do segundo tiro, disparado na rua, foi transportada de urgência para o Hospital de Riba d’Ave e, pouco tempo depois, transferida para o Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, onde se encontrava ontem ao final da tarde internada “com prognóstico muito reservado”.
O tiro foi disparado à queima-roupa, atingindo o homem na parte esquerda do abdómen, tendo os médicos retirado da ferida um fragmento de plástico que envolve o cartucho, vulgarmente designado por ‘bucha’.
Na freguesia de Bairro toda a gente lamentava a sorte de Agostinho Teixeira, que, diziam, “mais valia ter feito de conta que não via nada”.
A ourivesaria já tinha sido assaltada, há cerca de cinco anos, na noite de Natal.Ontem foi em pleno dia, poucos minutos depois de abertas as portas e Maria Cândida, que estava sozinha na loja, diz que apanhou o maior susto da sua vida.
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