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Correio da Manhã

Portugal
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Balearam segurança

A agressão foi rápida, e violenta. Diz quem viu que os dois encapuzados, armados com caçadeiras, nem disseram nada a Manuel Peixoto – o funcionário da empresa Esegur que, na quarta-feira à tarde, foi recolher dinheiro ao Pingo Doce de Mem Martins, Sintra. “Deram--lhe dois tiros de caçadeira, para roubarem um saco com dinheiro”, disse ao CM uma testemunha.
7 de Setembro de 2007 às 00:00
O funcionário da Esegur foi baleado à saída do Pingo Doce de Mem Martins
O funcionário da Esegur foi baleado à saída do Pingo Doce de Mem Martins FOTO: Carlos Manuel Martins
A carrinha da Esegur chegou à Rua do Coudel, no Bairro de São Carlos, em Mem Martins, pelas 15h30 de quarta-feira. “O colega ficou ao volante da carrinha, e ele entrou no Pingo Doce com o intuito de recolher os sacos com o dinheiro feito pelo supermercado no dia anterior”, acrescentou a mesma testemunha.
Quase em simultâneo, um Honda Civic vermelho, com quatro homens no interior, estacionou atrás da carrinha da Esegur. “Trata-se de uma viatura furtada dias antes, e que tinha matrículas falsas”, disse ao CM fonte policial.
Os indivíduos aguardaram pacientemente até ao momento em que Manuel Peixoto saiu do Pingo Doce. “Foi aí que os dois que estavam atrás saíram do carro, e avançaram em direcção ao funcionário da Esegur”, disse ao CM outro morador da zona.
A violência despoletou-se então “a uma velocidade assustadora”. “Eles simplesmente chegaram junto do funcionário, dispararam-lhe um tiro de caçadeira na perna, e outro na anca, e tiraram-lhe um dos sacos de dinheiro”, referiu a testemunha.
Pelo caminho, os dois assaltantes dispararam um terceiro tiro de caçadeira, que além de ter provocado uma debandada geral das pessoas que se encontravam no local, acabou por furar um dos pneus do Honda Civic dos próprios ladrões.
Mesmo com o carro danificado, os quatro indivíduos fugiram a alta velocidade. No entanto, andaram apenas cerca de um quilómetro. Na zona da Messa, o condutor atravessou o Honda à frente de um Renault Mégane Preto.
O casal que seguia neste veículo foi, com violência, obrigado a sair. A mulher foi agarrada pelo pescoço, enquanto o condutor teve uma pistola apontada à cabeça. Os meliantes obrigaram-nos a pôr a viatura a trabalhar, e arrancaram.
O funcionário da Esegur foi transportado, pelo próprio colega, ao Hospital Amadora--Sintra, onde ainda se encontra livre de perigo.
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