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Correio da Manhã

Portugal
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Bancário roubado

Um funcionário da Caixa Geral de Depósitos (CGD) saiu terça-feira de manhã, foi receber dinheiro a uma repartição pública e, minutos depois, já estava de volta ao banco, na freguesia da Mina, na Amadora.
15 de Junho de 2006 às 00:00
Bancário roubado
Bancário roubado FOTO: Ricardo Cabral
O bancário foi emboscado. Um dos assaltantes apontou-lhe uma pistola e fugiu de moto, conduzida pelo cúmplice, com os 4101 euros do banco num envelope.
Era só mais um dia de trabalho para o caixa de 47 anos. Cruzou as portas do banco, a meio da Rua de Olivença, e virou à esquerda, pouco passava das 11h00. Habituado a lidar com muitos milhares de euros da CGD e dos clientes, aquele recado não fugia à rotina do dia-a-dia.
Mas foi a rotina que o traiu. Passados 100 metros, entrou na Avenida General Humberto Delgado. Nessa altura, “já poderia estar a ser seguido, à distância, pelos dois homens de moto”, conforme adiantou ontem ao Correio da Manhã fonte policial.
Vestido de fato e gravata, o funcionário da CGD, segundo contou à Polícia, começou depois a subir em direcção ao Parque Central da Mina. E, em pouco mais de cinco minutos, entrava “numa repartição pública” e voltava a sair, com os 4101 euros do banco, bem guardados “num envelope branco”.
Outra possibilidade é “a perseguição, de forma discreta, ter começado aí”. E a única certeza da Polícia, até à manhã de ontem, era que este roubo “já estava planeado”.
Quando tentava voltar a “atravessar o Parque Central da Mina”, já perto da agência, o bancário “foi apanhado por um homem encapuzado”, que descreveu como tendo entre os 20 e os 25 anos, cerca de 1,85 metros – e, pela descrição, armado com “uma pistola de calibre 6,35 milímetros”.
O assaltante “sabia o que queria”. De arma encostada ao funcionário, limitou-se a apontar para o envelope branco, carregado de notas. Agarrou no dinheiro e “correu pelo parque”. O bancário gritou por ajuda, mas ninguém lhe podia valer.
Entre a relva do jardim e o alcatrão, o funcionário da CGD tentou correr atrás do ladrão, mas sem sucesso. Com o esquema bem montado, o encapuzado não perdeu mais tempo e montou-se na parte de trás do assento de uma moto, de motor a trabalhar ao fundo do parque.
O cúmplice escondia o rosto atrás do capacete – e os dois arrancaram a alta velocidade, pela Avenida General Humberto Delgado.
O caso foi entregue à Polícia Judiciária, que já iniciou as investigações. Os 4101 euros pertencem à CGD, que, até à hora de fecho desta edição, se recusou a prestar esclarecimentos. O banco apresentou queixa na PSP da Mina – a fim de poder accionar o seguro.
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