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Correio da Manhã

Portugal
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Bancário também viola filho

Negou ter abusado do rapaz, mas disse à PJ que a filha é que tinha culpa por o “provocar”
6 de Setembro de 2011 às 00:30
Pedófilo, de 45 anos, foi apanhado pela Polícia Judiciária do Porto
Pedófilo, de 45 anos, foi apanhado pela Polícia Judiciária do Porto FOTO: Miguel Pereira da Silva

O director de um banco que está em prisão preventiva, depois de sexta-feira ter sido apanhado pela Polícia Judiciária do Porto por pedofilia, também violava o filho de 13 anos – além dos abusos sexuais à filha adoptiva e dos maus tratos à mulher, conforme o CM já tinha avançado. O bancário negou ver violado o menor, mas o testemunho do rapaz não deixou dúvidas às autoridades.

A denúncia foi feita pela mãe. Segundo o CM apurou, os abusos já se arrastavam há pelo menos sete anos. Primeiro foi a menina, hoje com 14 anos. Adoptada aos seis anos, começou a ser vítima de abusos sexuais no ano seguinte, então com sete anos. O director do banco filmava-a, fotografava-a e guardava depois as imagens num disco externo do seu computador. Cada vez era mais arrojado e violento.

Aos investigadores da PJ, depois de detido, o homem de 45 anos culpou a criança. Disse que aquela "o provocava". Que era ela a responsável pelo seu comportamento, que o fazia perder a cabeça. Interrogado no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, o suspeito confessou ainda que efectivamente batia na mulher. Não explicou ao juiz porque o fazia – apenas disse que se descontrolava. A mulher, por seu turno, contou que sempre que era confrontado com algo que o desagradava, o homem reagia de forma violenta. Batia-lhe a ela e aos filhos.

Desconfiada de que havia algo mais do que as agressões, a mulher falou com a filha adoptiva no final da semana passada. Perguntou-lhe se o pai também a maltratava. A menina revelou à mãe que era violada dentro de casa, pelo pai, há sete anos.

O irmão, de 13 anos – filho biológico do pedófilo –, acabou também por revelar o seu próprio drama. Foi violado quatro vezes, sempre em casa, e sob ameaça de agressão. As crianças viviam aterrorizadas, tinham medo de ser mortas pelo pai e guardavam silêncio.

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