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Correio da Manhã

Portugal
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BANCOS NA MIRA DOS LADRÕES

As autoridades policiais e responsáveis de instituições bancárias estão preocupados com o aumento dos assaltos. O problema tem vindo a agravar-se, o que poderá estar associado à crise económica que o País atravessa.
5 de Julho de 2002 às 22:50
Segundo foi possível apurar, o número de assaltos a bancos ao longo do primeiro semestre deste ano terá ultrapassado, em Portugal, as três dezenas, registando-se uma média de cinco assaltos por mês. Os dados indicam um novo aumento deste tipo de crimes, depois de se ter subido dos 46 assaltos ocorridos em todo o ano de 2000, para 54 em 2001.

De acordo com fonte da Polícia Judiciária, os assaltos “não são de grande monta, nem envolvem grandes meios”, o que indiciará que não se está perante organizações criminosas especializadas no ramo, mas antes de pequenos grupos que se decidem a diversos tipos de assaltos, como roubar pessoas individuais, residências, estabelecimentos comerciais ou viaturas automóveis.

A mesma fonte adiantou que não se pode desligar os assaltos a dependências bancárias da situação económica do País, porque é normal a tensão social e a criminalidade sofrerem “algum agravamento” em situação de dificuldades financeiras.

No seu entender, os pequenos assaltos a bancos poderão estar conotados tanto a “toxicodependentes e outras formas de vícios", como a organizações criminosas que enfrentam problemas económicos ou tenham visto substancialmente reduzida a rentabilidade das actividades ilícitas.

No entanto, garantiu que não há qualquer movimentação extraordinária da parte das autoridades policiais para reforçar a vigilância, apesar de algumas instituições bancárias terem já alertado as suas dependências para o aumento dos assaltos, como ainda ontem foi possível comprovar em dois balcões de Braga e Vila Verde.
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