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Correio da Manhã

Portugal
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BARATAS CONQUISTAM LAMEGO

Os moradores de uma rua do Bairro do Castelo, em Lamego, estão desesperados com uma praga de dezenas de milhar de baratas que dura há pelo menos duas semanas, indiferente às limpezas e desinfestações feitas pela autarquia e moradores.
25 de Agosto de 2004 às 00:00
O número de insectos aumentou bastante ao longo da semana e ontem de manhã os moradores descobriram o ‘quartel-general’ das ‘baratas de esgoto’, ou periplaneta americana, em troncos de árvores velhas, num quintal, e num galinheiro. A Câmara Municipal de Lamego, através de uma empresa privada, promoveu uma desinfestação a semana passada, na rua do Castelo e nas muralhas que ladeiam o bairro, mas os insectos continuam a aparecer, para desespero dos moradores.
Alzira Ferreira, de 60 anos, reside no Castelo desde que nasceu e garante “nunca ter visto uma praga de baratas como esta, nem mesmo quando, antigamente, havia criação de animais”. “Nestes dias, já perdi a conta às pás apinhadas de bichos que apanhei”, explica.
Alguns moradores decidiram enfrentar a praga por conta própria, compraram insecticida e procederam à limpeza dos quintais. “Já gastámos quase 200 euros com produto para matar baratas”, conta Fernando Ferreira. No entanto, a limpeza não sossegou Laura Rodrigues, de 42 anos, que está desesperada: “Estou farta de chorar, porque tenho medo que elas entrem na casa e empestem tudo”.
Segundo Paula Seabra, do Gabinete do Ambiente da Câmara de Lamego, “apesar dos esforços envidados pela empresa especializada, e da descoberta do local onde os insectos procriam, ainda não se conseguiu exterminar a praga”.
Os trabalhos de desinfestação foram retomados ontem, mas a sua eficácia depende da reacção dos insectos. “Como os químicos não actuam ao nível dos ovos, temos que aguardar pela sua eclosão e assim, com várias tentativas, eliminar a praga”, explicou Paula Seabra, adiantando que as actuais condições climatéricas favorecem a procriação das baratas.
Por outro lado, “as condições do terreno não permitem a colaboração dos bombeiros, para uma limpeza profunda dos vestígios dos químicos, e da PSP para encerrar a rua durante esta fase”, disse Paula Seabra.
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