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Correio da Manhã

Portugal
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Base custa 15 milhões

O Ministério da Administração Interna (MAI) escolheu Ponte de Sor para criar a base aérea que acolherá os helicópteros e aviões de combate aos fogos florestais. A nova infra-estrutura terá um custo de 15 milhões de euros e deverá entrar em funcionamento em 2009.
19 de Julho de 2007 às 00:00
Os meios aéreos de combate aos incêndios vão ficar sediados em Ponte de Sor
Os meios aéreos de combate aos incêndios vão ficar sediados em Ponte de Sor FOTO: José Manuel Ribeiro/Reuters
Na altura em que o MAI optou por criar a Empresa de Meios Aéreos (EMA) ficou decidido que deveria dispor de um aeródromo que servisse como sua base permanente. Por questões operacionais essa base teria de ficar localizada no centro do País.
Após vários contactos entre técnicos dos ministérios da Administração Interna e da Defesa foram descartados, por diversos motivos, as bases militares de Tancos, Monte Real (que não podem receber voos civis) e as de Beja, Ovar e São Jacinto, esta última por necessitar de “obras significativas”. O MAI optou por construir uma de raiz.
Em comunicado conjunto os ministérios da Administração Interna e Defesa desmentiram ontem a existência de “divergências” e “falta de colaboração” neste assunto, salientando, pelo contrário, “a colaboração existente na formação de pilotos e na utilização da base de Monte Real”, onde estão os Beriev.
Tendo em conta os requisitos exigidos pelo MAI foram estudadas três hipóteses – Viseu, Seia e Ponte de Sor – sendo esta a escolhida.
A obra será financiada quase na totalidade por dinheiros da Comunidade Europeia – do próximo Quadro Comunitário de Apoio – e foi abraçada desde o primeiro momento pelo autarca local. João Taveira Pinto, presidente da Câmara de Ponte de Sor, considera que o investimento vai “beneficiar a região” e contribuir para o desenvolvimento do concelho.
A nova base aérea que vai ficar ao serviço da Autoridade Nacional de Protecção Civil terá uma pista com quilómetro e meio de comprimento, um hangar com cinco mil metros quadrados de área coberta – onde ficarão estacionados ao longo do ano os helicópteros e aviões adquiridos pelo Estado – e uma torre de controlo.
A construção de uma base aérea para os meios de combate aos fogos tornou-se numa prioridade, tendo em conta que este ano o Estado adquiriu meios próprios.
No passado não se justificava porque os aviões e helicópteros eram alugados a empresas do sector.
MEIOS AÉREOS
HELICÓPTEROS
Por questões operacionais os dois helicópteros actualmente sediados no Centro de Meios Aéreos de Loulé e Santa Comba Dão vão manter-se nos mesmos locais. Todos os outros vão ficar estacionados na nova base de Ponte de Sor.
MONTE REAL
À semelhança do que se passou no ano passado, os aviões russos Beriev, alugados pelo Governo para o combate aos incêndios de 2007, estão estacionados na base aérea de Monte Real, em Leiria.
MEIOS DESTE ANO
Durante a Fase Charlie (entre 1 de Julho a 30 de Setembro), a mais crítica dos fogos, são 52 os meios aéreos ao serviço da Autoridade Nacional de Protecção Civil: 28 helicópteros bombardeiros, seis helicópteros pesados modelo Kamov, 14 aviões ligeiros-médios e quatro aerotanques pesados.
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