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Correio da Manhã

Portugal
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BE quer ouvir ministros da Administração Interna e Agricultura sobre morte de animais em abrigo

Câmara Municipal de Santo Tirso revelou que morreram 54 animais que se encontravam no abrigo atingido por um fogo.
Lusa 19 de Julho de 2020 às 19:37
Fogo em abrigo de animais em Santo Tirso
Fogo em abrigo de animais em Santo Tirso FOTO: Gilberto Camarinha Gomes / CMTV
O Bloco de Esquerda anunciou este domingo que quer explicações dos ministros da Administração Interna e da Agricultura no parlamento, bem como da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), sobre a morte de animais em abrigos de Santo Tirso.

A informação do pedido de audições parlamentares foi transmitida à Lusa por fonte oficial do partido.

No Facebook, a deputada do BE Maria Manuel Rola refere que "em março de 2018 o Bloco de Esquerda já alertava para a situação deste e do outro abrigo".

"A DGAV sempre sacudiu a água do capote, mas como entidade estatal para o bem-estar animal tem de ser responsabilizada e o médico veterinário de Santo Tirso como representante desta entidade no terreno também. É inadmissível o laxismo e passa culpa de anos. Aqui há responsabilidades criminais, mas também políticas. Do poder local e central", critica a deputada numa publicação na rede social.

A deputada eleita pelo círculo do Porto acrescenta a ligação para uma pergunta entregue pelo BE no parlamento em 24 de março de 2018 sobre a falta de condições de dois abrigos de animais em Santo Tirso, no distrito do Porto.

Também o PAN já anunciou este domingo que irá requerer explicações do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sobre esta matéria e informou que apresentou queixa ao Ministério Público por "crime contra animais de companhia", depois de ter acusado as autoridades de terem impedido o acesso ao local de populares e organizações não governamentais que pretendiam socorrer os animais por se tratar de propriedade privada.

A Câmara Municipal de Santo Tirso revelou este domingo que morreram 52 cães e dois gatos que se encontravam no abrigo atingido por um incêndio com origem em Valongo, lamentando os óbitos e rejeitando uma "instrumentalização política" do sucedido.

"A Câmara Municipal de Santo Tirso lamenta a morte dos 54 animais, 52 cães e dois gatos, que se encontravam no abrigo", pode ler-se num comunicado enviado à agência Lusa, no qual a autarquia também considera "lamentável que esta situação esteja a ser alvo de instrumentalização política" para denegrir o trabalho do município no campo do bem-estar animal.

A autarquia do distrito do Porto, presidida por Alberto Costa (PS), assinala que "quando o incêndio foi dado por dominado, já de madrugada, e na sequência do período de rescaldo, foi possível retirar com vida 110 cães que se encontravam no abrigo de animais".

Segundo a câmara, está "em curso um plano para a retirada de outros animais daquele espaço, de forma a garantir todas as condições de tratamento e bem-estar animal", enquanto 13 animais já foram realojados no Canil/Gatil Municipal.

A GNR já tinha afirmado que a morte de animais no incêndio em Santo Tirso não se deveu ao facto de ter impedido o acesso ao local de populares, mas à dimensão do fogo e à quantidade de animais.

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