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Correio da Manhã

Portugal
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Bebé com coração artificial está bem

Vasco, o bebé de 22 meses que em Agosto foi submetido a uma intervenção inédita no nosso país – a colocação de um coração artificial – encontra-se bem.
5 de Setembro de 2005 às 00:00
De acordo com o cirurgião José Fragata, responsável pela Unidade de Pediatria de Cirurgia Cardíaca do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, a situação mantém-se estável. “O bebé está fora do ventilador, come pela sua boca, brinca com os pais e conseguimos aquilo que pretendíamos: mantê-lo bem. Só não pode sair da unidade devido à quantidade de máquinas a que está ligado”, explica ao CM.
Uma cardiomiopatia dilatada, ou seja, a existência de um músculo cardíaco dilatado que impedia que o sangue fosse bombeado, foi a razão que obrigou à realização da cirurgia, depois de mês e meio de internamento. “Mas esta intervenção é aquilo a que eu chamo uma ponte para o transplante. Serve para ganhar tempo. Para a recuperação é necessário encontrar um coração compatível com o tamanho da criança”, reforça o especialista.
E é por ele que pais e equipa que acompanha o pequeno Vasco aguardam. Por enquanto, o coração artificial está a funcionar na perfeição. Mas não há uma previsão certa do número de dias que vai continuar a permitir a sobrevivência do bebé. Segundo José Fragata, o caso registado de tempo máximo de espera numa criança chegou aos 420 dias. “Gostaríamos de não chegar a tanto. O que desejamos é ter um coração para o transplante, que terá de ser de uma outra criança com igual peso e do mesmo grupo sanguíneo.”
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