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Correio da Manhã

Portugal
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BEBÉ MORRE ASFIXIADO NO CARRO

Um bebé de quatro meses morreu asfixiado, anteontem às 12h00, em Sendim, Felgueiras. O pequenino Renato Magalhães viajava no banco da frente da carrinha onde a mãe Emília, proprietária da frutaria ‘Feira Hortícola’, na Rua da Estradinha, em Sendim, transporta as frutas para a sua loja.
24 de Junho de 2004 às 00:00
Emília não costumava ir à loja da parte da manhã, mas ontem teve de ir compor um ramo de flores. Como o menino estava a dormir, a mãe não o quis acordar, deixou-o no carro enquanto retirava a mercadoria da Ford Courier de dois lugares.
Passados cinco minutos pediu à empregada para ir ver o bebé, já que lhe queria dar de mamar. Quando esta chegou ao carro encontrou a alcofa tombada no chão. Rapidamente voltou à loja para ir buscar as chaves. Ao abrir a viatura apercebeu-se que a criança já não dava sinais de vida, mas não deixou que a mãe se apercebe-se que o menino já tinha falecido.
O rebuliço fez com que se juntassem muitos populares à porta da frutaria. Nesta altura, a mãe, apesar de ainda não saber o que se passava, já demonstrava grande aflição com o estado do bebé.
O Bombeiros de Felgueiras foram ao local, mas já nada havia a fazer. O bebé foi levado para o hospital local, onde entrou já morto.
A consternação assolou toda a freguesia de Sendim e alastrou-se a Sernande, onde reside a família.
CONSTERNAÇÃO EM SERNANDE
A morte do pequeno Renato deixou desolada toda a população de Sernande, freguesia de Felgueiras onde vive a família Pereira.
Eram 13h30 quando se soube da morte do bebé. A emoção tomou toda a localidade, onde os vizinhos catalogam os pais de Renato como gente de muito trabalho, que não mereciam esta fatalidade. Fernando Pereira, amigo da família, não escondeu a sua profunda tristeza com tão inexplicável morte: “Isto é uma tragédia. Infelizmente, são coisas que acontecem quando menos se espera. Deus nos proteja”.
Anabela Pereira, que assistiu aos primeiros momentos da tragédia, revelou-se algo inconformada com a tardia chegada dos bombeiros : “O posto fica a dois minutos daqui e eles demoraram quinze. O médico disse que se o bebé tivesse chegado mais cedo ao hospital talvez tivesse sobrevivido”.
O funeral decorreu ontem às 16h00 no cemitério de Sernande. Uma centena de pessoas prestaram a sua solidariedade para com a família que viu cair sobre si tão grande infortúnio.
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