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Correio da Manhã

Portugal
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Big Brother no metro

Três minutos é o tempo que os passageiros do Metropolitano de Lisboa (ML) têm de esperar desde que uma composição pare até ouvirem uma informação do maquinista sobre os motivos da paragem.
17 de Maio de 2006 às 00:00
De dia trabalham 12 pessoas no Posto de Comando Central do Metro
De dia trabalham 12 pessoas no Posto de Comando Central do Metro FOTO: Jorge Paula
“A informação dentro do comboio vai ser melhorada, o procedimento está diferente, temos investido na formação das pessoas, para interiorizarem que a informação é essencial”, explicou Vazão de Almeida, administrador do ML e responsável pela Exploração Comercial da empresa.
O ML responde assim a algumas notícias dos últimos meses, nomeadamente paragens de composições nas galerias, evacuações e protestos de passageiros pela demora nas informações prestadas pela empresa. “O que é importante é que o passageiro se sinta acompanhado e que não se sinta abandonado na galeria”, acrescentou o administrador.
A administração do ML apresentou aos jornalistas o renovado Posto de Comando Central (PCC), situado algures na capital. “Por motivos de segurança, pedimos que não se divulgue a localização”, solicitaram.
A sala é espaçosa, arejada e até há dois telefones especiais – um vermelho, com ligação directa para os bombeiros, e outro esverdeado, que está ligado à PSP.
O PCC está a funcionar há cerca de uma semana e congrega cinco serviços, que estavam dispersos por vários edifícios administrativos: Comando de Tráfego, Supervisão de Material Circulante, Controlo de Energia, Supervisão de Videovigilância e Informação ao Cliente – que poderá também comunicar com os passageiros numa determinada carruagem.
O investimento em videovigilância e remodelação de sistemas de comando nos últimos dois anos ronda os 1,5 milhões de euros: 350 mil nas instalações do PCC e 1,15 milhões em videovigilância centralizada.
A rede de metro tem entre 1500 a 1600 câmaras de videovigilância. “É uma aposta na modernização e em meios que garantam a segurança”, disse o presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires.
O CÉREBRO QUE MANDA NA REDE
É no Posto de Comando Central (PCC) que a rede de metro é controlada. No Controlo de Tráfego quatro operadores de movimento asseguram o tráfego, a que se junta um responsável pelos parques de material e oficinas.
A Supervisão de Material Circulante tem um inspector, que assegura a existência de comboios para cumprir o horário. Na Supervisão de Videovigilância trabalha um segurança, que controla cerca de 20 estações. Até ao fim do ano serão cobertas as restantes.
Na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, o presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Carlos Ramos, assegurou a eficácia do sistema de drenagem nos túneis das linhas da Baixa do Metropolitano e garantiu não haver perigo de existência de águas residuais. O metro do Terreiro do Paço será inaugurado em Junho de 2007, sete anos depois do acidente que inundou a galeria.
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