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Correio da Manhã

Portugal
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Bispos criticam produção débil

Conferência Episcopal considera que o Governo e a iniciativa privada podem fazer mais na luta contra o desemprego

14 de Dezembro de 2011 às 01:00
BISPOS, GOVERNO, CONFERÊNCIA, FÁTIMA
BISPOS, GOVERNO, CONFERÊNCIA, FÁTIMA

As “debilidades estruturais” da economia são uma das principais causas da crise que o País atravessa, afirmam os bispos, numa Nota Pastoral divulgada ontem, em Fátima, no final do Conselho Permanente da Conferência_Episcopal Portuguesa.

Os bispos salientam a “conjuntura difícil” – sobretudo para os desempregados e sem recursos financeiros – e consideram que “a economia e o investimento sofrem restrições do financiamento e subsistem debilidades estruturais nos diversos sectores, da Agricultura à Indústria e aos Serviços”.

Intitulada ‘Crise, discernimento e compromisso’, a Nota Pastoral aponta “responsabilidades” pela crise a factores como o “excessivo individamento público e particular, o aumento da despesa estatal e a diminuição geral das poupanças”, e o financiamento externo, que diminui e “exige juros e contrapartidas dificilmente suportáveis”.

Sobre as políticas que promovam e defendam o emprego, um dos assuntos destacados no documento, o padre Manuel_Morujão, porta-voz da CEP, disse que  se deve exigir “mais e melhor” do Governo, mas também da iniciativa privada. “As respostas não podem vir só do Governo”, destacou.

Noutra área, considerou  essencial a colaboração do Estado para que as instituições de solidariedade social, “muitas delas com dificuldades em  manter as portas abertas”, possam estar ao serviço dos mais necessitados, como as crianças, idosos, deficientes e toxicodependentes.

“São urgências que não se podem deixar para qualquer dia, quando os tempos forem fáceis”, referiu Manuel Morujão, destacando que, apesar de “estarmos em tempos difíceis, não estamos em tempos sem saída. É possível sair do  túnel escuro”.

BISPOS GOVERNO CONFERÊNCIA FÁTIMA
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