Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

BISPOS QUEREM MISSAS 'QUENTES' E ACESSÍVEIS

A linguagem utilizada nas missas deve ser 'quente' e acessível para que os fiéis a percebam, disse ontem, em Fátima, o bispo D. António Marcelino, admitindo que "os valores fundamentais transmitidos hoje em dia não são entendidos por muita gente".
19 de Junho de 2002 às 23:16
O bispo, que falava à margem das jornadas pastorais do episcopado, defendeu a utilização de uma linguagem "quente, que tenha recepção e seja acessível às pessoas", de modo a que as missas "não sejam aquelas secas de que se fala habitualmente, mas tenham a dimensão do profundo e do sagrado".


"A linguagem tem de ser de uma comunicação para a vida das próprias pessoas, não é 'light', porque uma linguagem 'light' não diz nada, é descartável, superficial, não tem significado", explicou aquele responsável. A comunicação com os fiéis abrange toda a celebração e "tanto está na presidência do padre, como na maneira como ele se dirige aos fiéis e no tipo de acolhimento que dá", por isso não pode ser feita "com palavras que não digam nada".

Comunicar

"O padre tem uma formação teológica e às vezes nem se apercebe que está a dizer coisas que as pessoas não entendem, mas que são mais que óbvias", frisou D. António Marcelino.


A simplificação da linguagem não se limita aos padres, pois "todas as pessoas que têm uma missão na vida da Igreja, devem conhecer muito bem a vida da comunidade em que estão inseridas e o mistério que se comunica".


A Igreja tem de encontrar "em cada tempo" a linguagem acessível para que a comunicação seja "verdadeira" e os fiéis percebam que "a mensagem cristã tem a ver com a sua própria vida".


Os bispos terminaram ontem um encontro em que analisaram a prática dominical, que congrega dois milhões de fiéis.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)