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Correio da Manhã

Portugal
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Bivalves melhoram

Reclassificadas duas zonas de produção na ria Formosa.
José Carlos Eusébio 23 de Abril de 2015 às 07:55
Quase todas as zonas de apanha das rias de Alvor e Formosa têm, atualmente, classificação B
Quase todas as zonas de apanha das rias de Alvor e Formosa têm, atualmente, classificação B FOTO: DR

Duas zonas de produção de moluscos bivalves na ria Formosa e uma na ria de Alvor registaram uma melhoria ambiental e foram reclassificados para um nível superior. Uma medida que vai beneficiar os mariscadores.

Segundo um despacho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) publicado ontem em Diário da República, as zonas de produção Olh3 – Fortaleza/Areais e Olh4 – Ilhote Negro/Garganta, ambas na ria Formosa, passaram da classe C para B. Em Alvor, a zona Por2 – Povoação também recebeu a mesma classificação.

Miguel Cardoso, da Olhãopesca – Organização de Produtores de Pescado do Algarve, realça que estas alteração "são muito positivas". É que as zonas classificadas como C obrigam a que os bivalves tenham de ir para uma área de transição prolongada (dois meses, no mínimo) ou para a transformação industrial, o que, na prática, "torna inviável a captura", enquanto nas zonas de classe B "basta que os bivalves sejam sujeitos depuração", explica o dirigente associativo. Atualmente, todas as zonas das rias de Alvor e Formosa estão classificadas como B, com exceção da Olh1 – Regueira de Água Quente/Alto da Farroba, que é C. No rio Arade, foi mantida a proibição de captura de todas as espécies de bivalves a montante da Ponte Nova.

No litoral oceânico, todas as zonas têm a melhor classificação possível (A), o que permite que sejam comercializados para consumo direto. A única exceção diz respeito à conquilha na zona L8 (Faro-Olhão), que continua na classe B.
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