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Bombeiro de Arouca transferido da Feira para Gaia submetido a cirurgia está estável

Fonte da unidade de Gaia refere que "não há previsões" para homem de 54 anos voltar ao Hospital da Feira.

26 de agosto de 2026 às 17:16

O bombeiro ferido com gravidade na sequência do acidente viário ocorrido a semana passada no incêndio de Arouca foi esta quarta-feira sujeito a nova cirurgia no Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, e "está estável", disse fonte hospitalar.

A informação foi dada à Lusa por fonte oficial da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, para onde o homem, de 54 anos, foi transferido na terça-feira a partir do Hospital São Sebastião, que, em Santa Maria da Feira, o recebera na madrugada de 19 de agosto, após o acidente, e entretanto já o sujeitara a outras cirurgias devido ao seu "estado crítico".

Quanto à data para o regresso do bombeiro ao Hospital da Feira, que conta recebê-lo novamente para o que fonte dessa estrutura descreveu como "continuação do acompanhamento clínico", a fonte da unidade de Gaia referiu que "não há previsões".

Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, Sérgio Azevedo, disse que o estado do seu colega após a cirurgia desta manhã é "uma boa notícia" que todos na corporação e na comunidade recebem com "grande alívio".

"Continuamos a aguardar mais informações sobre a evolução das próximas horas", acrescentou.

Além do bombeiro esta quarta-feira intervencionado em Gaia, outros três homens ficaram feridos quando, na madrugada do dia 19, a viatura em que se deslocavam para o teatro de operações caiu numa ravina com 150 metros de profundidade.

Os quatro homens foram transportados por ambulância e helicóptero para o Hospital da Feira, sendo que, desses, um já está a recuperar em casa e dois outros continuam internados, com a sua condição clínica a evoluir favoravelmente.

Segundo dados da Câmara Municipal de Arouca, o incêndio que lavrou desde a noite de 17 de agosto até à manhã de quinta-feira consumiu mais de 1.300 hectares de floresta e mato, sobretudo nesse concelho, mas também no de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.

O fogo chegou a ter quatro frentes ativas e a ser combatido por mais de 650 operacionais em simultâneo, com o apoio de 200 viaturas e nove meios aéreos.

Além das perdas florestais, os danos materiais em Arouca "não serão significativos", já que, a avaliar pelo apuramento inicial da autarquia, "não arderam casas, palheiros ou outros edifícios, nem se registaram animais mortos".

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