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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiro morre com 8700 volts

O engenheiro da EDP responsável pelo relatório do acidente de trabalho que, no dia 25 de Novembro 2008, matou um operário da construção civil de 28 anos, em Albergaria-a-Velha, não tem dúvidas de que a morte se deveu a uma brutal descarga eléctrica.
20 de Outubro de 2012 às 01:00
O bombeiro Adelino Marques, de 28 anos, morreu em consequência de uma violenta descarga eléctrica quando trabalhava numa obra
O bombeiro Adelino Marques, de 28 anos, morreu em consequência de uma violenta descarga eléctrica quando trabalhava numa obra FOTO: Jorge Godinho

Em causa, o facto de a grua ter tocado numa linha de média tensão. Adelino Manuel Sá Marques, de 28 anos, era bombeiro em Albergaria-a-Velha. Morreu com várias queimaduras provocadas por electrocussão. "Apresentava lesões em forma de cratera com cerca de três centímetros de eixo", diz o relatório da autópsia, citado pelo juiz Sandro Ferreira.

"Estamos a falar de uma descarga de 8700 volts", explicou ontem ao Tribunal de Albergaria-a-Velha o engenheiro electrotécnico da EDP José Teixeira.

No banco dos réus, estão Artur e Orlando Dias, dois irmãos donos de uma empresa de construção, que em tribunal negaram qualquer responsabilidade no acidente, afirmando que foi provocado pelo gerador. Mas a teoria é classificada de impossível pelo responsável da EDP.

"Posso garantir que os estragos nas máquinas foram provocados pela descarga da linha de média tensão. Um gerador nunca conseguiria provocar tais danos", sublinhou o engenheiro da EDP. Depois da retirada do cadáver de Adelino, os trabalhos na obra prosseguiram normalmente. "Achei estranho que depois do que aconteceu, continuassem a laborar", disse ainda José Teixeira. Os juízes requereram a audição do médico-legista para especificar as lesões.

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