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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiro que matou a amante diz que sete facadas foram dadas para se defender

Arguido assumiu arrependimento em tribunal. Caso ocorreu em janeiro deste ano, em Moimenta da Beira.
Tiago Virgílio Pereira 13 de Novembro de 2019 às 10:09
Carlos Loureiro, de 27 anos, ontem à entrada do Tribunal de Moimenta da Beira
Carlos Loureiro, bombeiro, atacou amante à facada
Marina Fernandes foi morta à facada, em sua casa em Moimenta da Beira
Carlos Loureiro, de 27 anos, ontem à entrada do Tribunal de Moimenta da Beira
Carlos Loureiro, bombeiro, atacou amante à facada
Marina Fernandes foi morta à facada, em sua casa em Moimenta da Beira
Carlos Loureiro, de 27 anos, ontem à entrada do Tribunal de Moimenta da Beira
Carlos Loureiro, bombeiro, atacou amante à facada
Marina Fernandes foi morta à facada, em sua casa em Moimenta da Beira
Carlos Loureiro - o bombeiro de 27 anos suspeito de ter matado a amante com pelo menos sete facadas, quase todas no pescoço, em janeiro, em Moimenta da Beira - disse esta terça-feira no tribunal "estar arrependido", mas que agiu "em legítima defesa", depois de ter sido atacado, com a mesma faca, pela jovem de 25 anos.

Segundo o arguido, que está acusado pelo Ministério Público de um crime de homicídio qualificado, Marina Fernandes exigiu-lhe "30 mil euros para resolver os problemas".

O crime aconteceu por causa de uma possível gravidez de Marina, tese que a defesa quer desmontar, uma vez que a autópsia revelou que a jovem não estava grávida. "Qual terá sido então o móbil do crime?", perguntou o advogado de defesa a um dos inspetores da PJ que investigaram o caso. "Não faço ideia. Só sei que o arguido repetiu várias vezes: esta p... estragou-me a vida", respondeu a testemunha.

O mesmo inspetor pode ter ajudado o coletivo a esclarecer uma dúvida que a defesa também estava a usar: o corte que Carlos apresentava na mão direita. O arguido alegou que foi por causa do primeiro e surpreendente ataque de Marina com a faca do crime.

Já a meio da primeira sessão, um dos bombeiros deu força à hipótese de que Carlos se teria cortado num vidro na casa de banho dos bombeiros. O inspetor da PJ, com quase 20 anos de experiência, defendeu que Carlos se cortou ao esfaquear Marina na clavícula, pois a faca bateu no osso e terá assim deslizado.
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