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Correio da Manhã

Portugal

BOMBEIRO QUIS VINGANÇA

A detenção, pela PJ de Portimão, que contou com a colaboração da GNR de Monchique, de um bombeiro desta vila e de um outro indivíduo, anteontem, de manhã, suspeitos de terem ateado vários incêndios no concelho, causou espanto, revolta e indignação não só aos bombeiros como à população local.
28 de Agosto de 2004 às 00:00
Ninguém estava à espera de que um dos incendiários fosse bombeiro e a população já fala em castigo exemplar para os dois suspeitos.
De acordo com fonte policial contactada pelo CM, o bombeiro voluntário, Filipe, de 19 anos e o seu companheiro, conhecido pelo apelido Cabala, que andavam já vigiados pela GNR, atearam 16 fogos em vários locais da serra.
Filipe terá justificado a sua acção como uma vingança por ter sido impedido de integrar o Grupo de Primeira Intervenção (GPI) nos Bombeiros de Monchique, há dois anos. Esta decisão, assumida pelo Comando do corpo de bombeiros, é justificada pelo facto de Filipe não ter na altura os 18 anos exigidos pelo regulamento do GPI.
No entanto e apesar da confissão de Filipe, permanecem dúvidas quanto às suas reais motivações, porquanto e segundo fontes “era visto com bastante dinheiro e até possuía um Lancia Dedra, apesar de não lhe ser conhecido um emprego fixo”. Contudo, a PJ mantém a versão do acto de vingança.
Filipe e o amigo ateavam fogos, quase sempre entre as 0h00 e as 2h00, em vários locais, uma acção que visava a dispersão dos meios e a criação de dificuldades acrescidas aos bombeiros.
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