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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros acorrentados exigem demissão da direcção (COM VÍDEO)

Cerca de 40 bombeiros da corporação de Sacavém percorreram esta quinta-feira, ao início da noite, as freguesias de Sacavém, Bobadela e São João da Talha numa acção de protesto contra a actual direcção da Associação Humanitária exigindo a sua demissão.
13 de Julho de 2012 às 00:24
Acorrentados, 40 bombeiros de Sacavém marcharam pela freguesia sensibilizando a população para exigir a demissão da direcção.
Acorrentados, 40 bombeiros de Sacavém marcharam pela freguesia sensibilizando a população para exigir a demissão da direcção. FOTO: António Cotrim

Acorrentados e em fila indiana, os voluntários foram falando com a população, entregaram panfletos a explicar as razão do protesto e angariaram assinaturas para a realização de uma assembleia geral extraordinária. Em causa estão as mudanças sucessivas de comandante e “as ingerências da direcção na parte operacional, passando por cima de quem trabalha no terreno sem antes consultar o comando”, explicou Luís Rocha, subchefe da corporação.

Já no dia 22 de Junho cerca de 60 bombeiros passaram à indisponibilidade, deixando de fazer serviços de socorro. Na passada terça-feira entregaram os capacetes e os equipamentos de combate a fogos à porta do quartel, tendo sido chamada a PSP. “Mas decorreu tudo de forma ordeira e sem incidentes, porque nós somos bombeiros e queremos ser bombeiros e prestar o socorro às populações, mas tem que ser um socorro com qualidade, é por isso que lutamos”, afirmou ao CM Luís Rocha.

Alguns elementos da corporação contaram ao CM que estão a ser ameaçados com retaliações. Na quarta-feita, os mesmos bombeiros acorrentaram-se ao quartel durante toda a tarde. As acções de protesto e de sensibilização culminaram ontem com uma marcha silenciosa, em que os bombeiros foram advertidos para não se apresentarem fardados porque “incorríamos numa infracção disciplinar grave”, contaram os voluntários ao CM.

O presidente da direcção da Associação Humanitária, António Pedro, já fez saber em comunicado que não tem qualquer intenção de se demitir e que pretende continuar com os projectos em curso, sublinhando que “o descontentamento é focalizado num grupo específico, que quer tomar o comando”

Para esta sexta-feira não está agendada qualquer acção de sensibilização, “mas vamos continuar a nossa luta. Não somos poucos, somos mais de 60 bombeiros que querem um novo rumo. Não queremos tomar o comando, nem o poderíamos fazer porque a lei não o permite. O que queremos é ser bombeiros”, concluiu Luís Rocha.

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