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Correio da Manhã

Portugal
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BOMBEIROS ATEAVAM FOGOS

A GNR de Santa Marta de Penaguião deteve três indivíduos, entre eles dois ex-bombeiros de Fontes, suspeitos de terem sido responsáveis de quatro incêndios naquela zona da Serra do Marão, actuando, alegadamente, movidos por vingança após terem sido expulsos da corporação. Num processo à parte, também um pastor foi detido pelas mesmas suspeitas.
28 de Agosto de 2003 às 00:50
Um incêndio ontem na localidade de Justes, na freguesia de Fontes, terá sido a gota que fez acelerar o processo em curso em que estes três detidos eram já investigados há várias semanas. Os três detidos, João, 22 anos, Paulo, 24 anos, e Bruno, 27 anos, naturais da freguesia de Fontes, Santa Marta de Penaguião, são trabalhadores rurais que nesta altura do ano deambulam pelas festas da região, com uma roulote, a vender farturas. Curiosamente, sempre que vinham passavam alguns dias na terra e os incêndios aconteciam, o que levou a GNR em colaboração com os bombeiros a fazer-lhes vigilância.
São acusados de terem ateado, pelo menos quatro incêndios, em Fornelos, Sedielos, Viso e Justes, os que fazem parte do processo ontem apresentado no Tribunal da Régua. Ao que o CM conseguiu apurar, a razão para estes actos ilícitos era o "gostarem de ver os Bombeiros de Fontes actuar (de onde o Bruno já tinha sido expulso por mau comportamento, e o João tinha um processo de expulsão por suspeito de fogo-posto que agora será ainda mais fundamentado).
Segundo fonte policial, terão confessado que no primeiro usaram um isqueiro, no segundo utilizaram pneus em chamas a rodar pelo monte, e nos outros dois recorreram a gasolina.
MÉTODOS E ACTIVIDADE
PNEUS E GASOLINAS
Nos quatro incêndios de que são suspeitos de atear, os detidos recorreram a métodos devastadores. Num dos casos, chegaram mesmo a usar pneus velhos, que fizeram rolar em chamas pelas encostas, para que fossem ateando fogo à sua passagem, abrindo frentes largas. Em outros casos usaram a gasolina para provocar as chamas.
VENDA DE FARTURAS
Os três detidos eram sócios numa barraca de farturas, que exploravam durante os meses de Verão, percorrendo festas e feiras nas aldeias vizinhas. Nos restantes nove meses trabalhavam nas vinhas do Douro. O facto de os incêndios coincidirem com o regresso semanal a casa, da acticidade de venda de farturas, ajudou à detenção.
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