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Correio da Manhã

Portugal

Bombeiros do Seixal dizem que socorro está em causa

Corporação tem as contas congeladas devido a um processo com um antigo funcionário.
30 de Março de 2017 às 20:27
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal
A Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal afirmou esta quinta-feira que o socorro está posto em causa na zona, uma vez que as contas foram "congeladas" devido a um processo com um antigo funcionário.

"Nesta altura está tudo posto em causa. Fomos hoje notificados que temos as contas 'congeladas' até perfazer o valor definido na indemnização estabelecida pelo tribunal, nem para o gasóleo temos verbas. É um dia muito difícil e não podemos assegurar o socorro a toda esta população", disse à Lusa Maria João Santos, secretária da direção dos bombeiros.

Esta situação surge depois de um processo em tribunal movido por um antigo funcionário da corporação, que acabou por ser despedido por alegado comportamento menos próprio, tendo este processado os bombeiros e vencido a causa.

"Por decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo do Trabalho do Barreiro foi estabelecido um Procedimento Cautelar referente ao processo de que é requerente Carlos David Abreu Silva, remetido ao Banco de Portugal e notificada a Associação de Arresto de Depósitos Bancários até ao saldo no montante máximo de 262.025,17 euros, mantendo-se todas as contas, a partir de 30 de março, indisponíveis", refere uma nota que a direção da corporação emitiu hoje à população e que a Lusa teve acesso.

O documento acrescenta que, "independentemente de recurso desta decisão e do tempo de reversão da mesma, a aplicação é imediata assim como as suas consequências, não sendo permitidos quaisquer pagamentos de créditos ou movimentos bancários até serem constituídos os valores referidos por decisão judicial".

"Temos um advogado a tratar do assunto, mas a conta está sob ordem judicial. Temos um contrato com a Repsol que tem aqui a bomba de gasolina, mas pagamos e agora nem para abastecer temos verbas", explicou Maria João Santos.

A corporação refere que, com as dificuldades financeiras que os bombeiros vivem, não é possível conseguir "nos tempos imediatos a reserva daquela verba à ordem do tribunal e do processo, como é sentenciado".

"Perante a irresponsabilidade desta decisão, solicitamos a compreensão dos munícipes se nos tempos imediatos não for possível prestar o socorro nas situações de emergência. Estamos convictos de que a verdade e justiça vão prevalecer", concluiu.
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