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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros e GNR procuram mulher que fugiu do lar

Mais de três dezenas de bombeiros das três corporações do concelho de Santa Maria da Feira procuram desde anteontem à noite uma octogenária que escapou do lar Cantinho dos Avós II, na povoação de Fiães.
15 de Janeiro de 2007 às 00:00
Maria Rosa, conhecida por ‘Rosinhas’, de 88 anos, sofre de Alzheimer – e aproveitou o momento em que as funcionárias estavam a deitar os outros idosos para abrir o portão automático e escapar do lar.
Os responsáveis do lar Cantinho dos Avós II acompanharam as buscas que foram interrompidas cerca das 02h00, para serem retomadas às 07h00 com o apoio de cães pisteiros da GNR de S. João da Madeira. Os cães, apesar de treinados, não conseguiram encontrar a mais pequena pista da desaparecida, por causa da humidade do orvalho.
ESPERANÇA
Ontem, à hora de almoço, havia indicações de que a senhora tinha sido vista nas imediações do cemitério de Lourosa e mais tarde outros populares dizem ter visto uma senhora com as características da desaparecida junto ao Colégio de Santa Maria de Lamas a pedir aos carros para parar.
“Estas notícias fazem renascer a esperança de a encontrar com vida”, afirmavam.
Maria Rosa, natural de Amarante, residiu quase toda a sua vida em Lamego. Há cerca de dois anos veio morar para casa de uma irmã, na povoação de Nogueira da Regedoura, a cerca de 15 quilómetros da aldeia de Fiães, antes de ser internada neste lar.
Sinais
Na altura do desaparecimento, Maria Rosa vestia uma camisola castanha e uma saia escura (preta ou azul marinho). Ontem de manhã, o sobrinho e os responsáveis pelo lar procuravam contactar todos os familiares.
FRIO DA NOITE PODE SER FATAL
Tanto os familiares como os responsáveis do lar Cantinho dos Avós II dizem que Maria Rosa (na foto) era uma pessoa muito bem-disposta e frequentemente falava da sua casa, que já não existe, em Amarante. A doença fê-la esquecer quase todo o seu passado e o que dizia, embora com algum fundamento, era desconexo e quase sempre sem sentido.
Há a possibilidade de ela se ter dirigido em direcção à casa da irmã, mas como fica a mais de 15 quilómetros do lar não é muito provável que chegue lá sem nenhuma ajuda. Até ao fecho desta edição a octogenária ainda não tinha aparecido, mas as buscas, garantiram os bombeiros, prosseguiram pelo menos até à meia-noite. No entanto, os receios são cada vez mais, já que o frio da noite é o pior inimigo dos idosos.
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