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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros em guerra largam 18 mil pessoas

Os bombeiros de Camarate, Loures, que servem cerca de 18 mil pessoas recenseadas, estão desde ontem encerrados por tempo indeterminado. Os cerca de 30 voluntários admitem apenas sair para as emergências mais graves, em protesto contra Jorge Fernandes, comandante há cinco anos, cuja saída é exigida pelos seus subordinados com o apoio da direcção da Associação Humanitária. O visado, acusado de diversos actos de má gestão, aponta o dedo à direcção por ter "instigado a indisciplina".

20 de Novembro de 2011 às 01:00
Bombeiros admitem apenas sair para as emergências mais graves, em protesto contra comandante
Bombeiros admitem apenas sair para as emergências mais graves, em protesto contra comandante FOTO: Duarte Roriz

António Perna preside à Associação dos Bombeiros de Camarate desde Junho deste ano. O responsável assegurou ao CM que foi por causa de Jorge Fernandes que cerca de 90 bombeiros saíram daquela corporação. "Restam-nos pouco mais de 30", que agora estão em protesto.

Hugo Lamas foi um dos que saiu "graças a processos disciplinares". "Há até suspeitas de assédio a mulheres bombeiros", adiantou António Perna.

O pedido de saída de Jorge Fernandes já foi, de resto, objecto de um abaixo-assinado, estando em curso o segundo.

"Hoje [ontem] de manhã só acorremos a uma inundação, por ordem do Centro Operacional de Lisboa. Contactado pelo CM, o comandante Jorge Fernandes acusa a direcção de "ter fomentado o diferendo". O comandante garante que vai sair de Camarate. "Mas só depois de a Autoridade Nacional de Protecção Civil terminar o inquérito que iniciou por queixa da direcção, e no qual estou certo de que será provada a minha inocência de acusações que nego".

LOURES BOMBEIROS CAMARATE
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