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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros feridos

Três bombeiros da corporação de Voluntários de Estarreja ficaram feridos, um deles com gravidade, durante o combate a um incêndio industrial. As chamas deflagraram na madrugada de ontem, numa fábrica de tijolos em Arrotinha, Estarreja.
29 de Outubro de 2007 às 00:00
Os bombeiros feridos terão sido atraiçoados por uma ‘língua de fogo’
Os bombeiros feridos terão sido atraiçoados por uma ‘língua de fogo’ FOTO: Francisco Manuel
Gabriel Silva, de 34 anos, filho do adjunto de comando dos Bombeiros de Estarreja, Francisco Silva, sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau na face direita, orelha e pescoço, encontrando-se internado na Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), mas livre de perigo, segundo disse o pai ao CM.
O bombeiro terá sido apanhado “por uma língua de fogo” durante o combate às chamas e caiu, apesar de um colega ainda o ter agarrado. Imediatamente foi transportado para o Hospital Visconde Salreu, em Estarreja, onde recebeu os primeiros cuidados médicos, sendo depois transferido para a urgência dos HUC e, por volta da hora de almoço, internado na Unidade de Queimados daquele hospital.
A salvação deste bombeiro poderá ter sido o nomex (casaco próprio para combate aos incêndios) que, no entanto, ficou quase destruído.
Os outros dois feridos são pai, de 40 anos, e filha, de 18 anos, também com queimaduras, que receberam alta médica depois de assistidos no Hospital de Estarreja.
O fogo, cuja origem está a ser investigada pela PJ, deflagrou cerca da 01h00 num local em que estão armazenadas toneladas de pó de cortiça, que servem para alimentar a caldeira dos fornos onde são cozidos os tijolos.
A população foi acordada pelos estrondos provocados pelo incêndio e quando saiu à rua deparou-se com as labaredas visíveis a vários quilómetros de distância. “Ouvia-se grandes explosões e viam-se as telhas pelo ar”, relataram ao CM alguns populares.
No combate às chamas participaram 36 bombeiros das corporações de Estarreja, Murtosa e Ovar, apoiados por 13 viaturas. Até à fase de rescaldo, que se prolongou pela tarde, tinham sido gastos mais de 200 mil litros de água, o que não impedia que frequentemente fossem visíveis labaredas a irromper dos destroços.
Na fábrica Tijoleira Central não foi possível falar com nenhum dos responsáveis que se encontravam no local.
PORMENORES
LAÇOS FAMILIARES
O bombeiro de 34 anos que sofreu os ferimentos mais graves é filho do adjunto de comando dos Bombeiros de Estarreja. Os restantes dois feridos são pai e filha, de 40 e 18 anos.
CAUSAS
As primeiras investigações acerca deste incêndio apontam como ponto de origem as toneladas de pó de cortiça, usadas pela empresa para alimentar os fornos de cerâmica. A Polícia Judiciária do Porto já assumiu a investigação deste caso.
TIJOLEIRA
A empresa Tijoleira Central de Estarreja, situada junto à EN 109, no lugar de Arrotinha, emprega cerca de meia centena de trabalhadores, sendo uma das empresas mais conhecidas do concelho. O seu ramo de actividade, dentro do sector da cerâmica, centra-se na produção de tijolos para uso na construção civil.
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