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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros galegos impedidos de combater fogo em Portugal

Jornal espanhol diz que ajuda de grupo de 60 bombeiros florestais foi dispensada.
20 de Junho de 2017 às 15:53
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
Imagens dos bombeiros galegos na fronteira com Portugal
As autoridades da Galiza, na vizinha Espanha, formaram um grupo de 60 bombeiros florestais que, voluntariamente, se ofereceu para vir a Portugal ajudar a combater os incêndios que têm fustigado o centro do país, mas acabou por ser impedido de o fazer pelas autoridades portuguesas. 

Munidos com dois camiões cisterna de 30 mil litros e de todo o material necessário para acudir à situação peculiar que se vive em zonas como Pedrógão Grande, Leiria e Coimbra, organizaram-se e dirigiram-se até à fronteira, em Valença, onde foram barrados à entrada no país.

Segundo avança um jornal local, o governo português agradeceu, a ajuda mas garantiu não ter condições para receber tanta gente.

"Estamos sobrecarregados e não podemos aceitar mais ajudas", foi a resposta que garantem ter recebido das autoridades portuguesas.

Não era, de todo, o que esperava o contingente de emergência, formado rapidamente no domingo e pronto a operar no dia seguinte, a partir de um centro de comando improvisado em Pontevedra. Foi daí que saíram os profissionais, escoltados pela Guardia Civil, com destino a Portugal.

"Foi uma sensação agridoce. Estavamos conscientes da situação que se passava em Portugal, estavamos preparados para intervir e ajudar as pessoas e uma questão burocrática impediu-nos de lutar contra um grave problema que ceifou tantas vidas", desabafou um dos bombeiros, ao jornal "El Correo Gallego".

Conta o grupo que se viveram minutos de tensão aquando da sua chegada a Valença do Minho, quando os bombeiros tentaram convencer os representantes do governo português "da capacidade dos bombeiros florestais, acostumados a lutar contra o fogo em situações muitos similares" às de Pedrógão Grande. Apesar disso, não foi possível continuar.

"Não temos capacidade de receber tanta gente e não podemos dar autorização para que se dirijam para a zona de catástrofe", foi o que lhes disseram, agradecendo a ajuda, mas garantindo que "hoje não é possível". "Numas horas podemos chamar-vos depois de distribuir todos os meios de forma mais sensata", acrescentaram as autoridades portuguesas.

Os bombeiros galegos voltaram para Espanha pouco depois.

"Sabemos muito bem como se atua nestas situações, estamos acostumados e podíamos ajudar essa gente", lamentou um dos bombeiros.

"Todas as ajudas externas têm de ser devidamente enquadradas"
Em conferência de imprensa na tarde desta terça-feira, a ministra da Administração Interna garantiu que "todas as ajudas externas têm de ser devidamente enquadradas", garantindo, no entanto, que dezenas de bombeiros espanhóis chegaram a Portugal para ajudar no combate ao incêndio de Góis.

A ministra relembrou que quem se voluntaria tem de ser integrado nas equipas portuguesas para garantir a segurança, tanto da população, como dos combatentes.

40 bombeiros da Galiza chegam a Portugal por via terrestre e outros 40 operacionais de várias regiões espanholas por helicóptero.

Segundo o MAI, os bombeiros da Galiza chegam a Portugal com viaturas próprias e vão ser integrados numa coluna nacional.

A chegada dos 80 bombeiros espanhóis para combater o incêndio de Góis insere-se no acordo bilateral existente entre Portugal e Espanha.

Também ao abrigo deste acordo estão a combater os incêndios da região centro de Portugal, desde domingo, dois aviões 'Canadair' e bombeiros espanhóis.

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