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Correio da Manhã

Portugal
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BOMBEIROS OPTAM PELA CONTINUIDADE

O actual presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, venceu ontem, por uma margem expressiva a eleição para um novo mandato de três anos à frente do organismo que representa todos os ‘soldados da paz’. Os congressistas reunidos em Santa Maria da Feira optaram pela continuidade e pelo projecto apresentado por Caldeira, dando-lhe 404 votos contra os 203 que recolheu a lista encabeçada por José Manuel Moura.
20 de Outubro de 2002 às 00:01
A disputa pela liderança dos órgãos dirigentes da Liga foi renhida, com o aparecimento de várias intervenções acesas por parte de apoiantes de ambas as candidaturas, mas Duarte Caldeira fez questão de frisar, no final do congresso, que “a partir daqui estamos novamente todos unidos. Voltamos a ser bombeiros, com ou sem farda, ao serviço de Portugal”.

Também o candidato derrotado, que já havia vaticinado que “depois deste congresso nada mais ficará na mesma”, mostrou-se disponível para cooperar, declarando que irá estar “atento a tudo o que se passar”, mas que não será “uma voz discordante”. “Este fórum serviu, quanto mais não fosse, para obrigar a uma necessária reflexão. E isso já foi para nós uma vitória”, afirmou José Manuel Moura.

A partir deste congresso, a Liga dos Bombeiros Portugueses tem pela frente alguns dos mais importantes desafios que se colocam ao sector, nomeadamente a anunciada criação do Serviço de Protecção Civil e Socorro, que ditará a extinção do Serviço Nacional de Bombeiros.

Esta é aliás a grande prioridade do mandato de Duarte Caldeira que, tal como adiantou ao CM, quer garantir que “a Liga seja encarada pelo Governo como parceiro formal neste processo”.

Outra das questões de futuro que o presidente reconduzido já anunciou é que abandonará o cargo de presidente da Escola Nacional de Bombeiros, que acumula desde Janeiro deste ano, “assim que estiverem em marcha os objectivos prioritários que estabelecemos. O que deverá acontecer ainda antes do final do próximo mandato”.

Esta foi aliás, a principal crítica da oposição, que defendia que as duas funções não deveriam ser exercidas em simultâneo. Vítor Melícias mantém-se como presidente da assembleia-geral.
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